| REUTERS/Jumana El Heloueh |
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| A Nakheel está por detrás do arquipélago artificial de Palm Jumeirah |
O banco central dos Emirados Árabes Unidos (EAU), sediado em Abu Dhabi, colocou hoje liquidez suplementar à disposição dos bancos locais e estrangeiros, assegurando que o sistema bancário dos emirados permanece sólido.
“O banco central enviou um comunicado aos bancos dos emirados e às filiais dos bancos estrangeiros a operar nos EAU, disponibilizando facilidades de liquidez adicional ligada às suas contas actuais no banco central, a uma taxa de 50 pontos base acima da EIBOR a três meses” (taxa interbancária dos emirados), disse.
O banco central não deu mais detalhes, dizendo apenas que iria apoiar os bancos dos emirados e as filiais de bancos estrangeiros a operar na região e salientando que o sistema bancário dos países do Golfo Arábico tem mais liquidez agora do que há um ano.
A situação do Dubai, que está a perturbar os mercados financeiros internacionais, começou com a Dubai World,
holding detida pelo Estado e responsável por alguns dos mais megalómanos projectos de imobiliário de luxo do emirado.
No dia 25 de Novembro, o Dubai disse que iria pedir aos credores da Dubai World e da Nakheel (construtora dos arquipélagos artificiais da região ligada à
holding estatal) uma moratória de seis meses para cumprir com o pagamento das suas dívidas.
Em Agosto, as dívidas da Dubai World ascendiam a 59 mil milhões de dólares (39,4 mil milhões de euros).