| Jumana El Heloueh/Reuters (arquivo) |
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| A Nakheel está por trás do complexo artificial Palm Jumeirah |
O Dubai chocou os investidores internacionais com o anúncio de uma moratória de seis meses das dívidas de uma subsidiária da principal empresa pública do país, a Nakheel, da
holding Dubai World, que desenvolveu alguns dos projectos imobiliários mais extravagantes do mundo e no próximo mês deveria reembolsar dívida no montante de 2,3 mil milhões de euros.
A empresa informou que não poderá pagar dívidas de vários milhares de milhões de euros pelo menos até Maio do próximo ano, o que representa a pior situação de não reembolso de dívida desde 2001, quando a Argentina entrou em incumprimento da sua dívida soberana.
Esta situação apanhou os investidores de surpresa, conta o
Financial Times de hoje, e representa na prática um incumprimento das obrigações do país, que põe em causa obrigações relativas a dívida total no valor de 53 mil milhões de euros desta cidade-Estado do golfo Pérsico, que foi assumida para o desenvolvimento de projectos no território com vista a diminuir a sua dependência do petróleo, e aumentando a sua importância como centro turístico e financeiro na região.
A moratória ontem decidida pelo Dubai relativamente às duas empresas implica o não pagamento imediato de milhares de milhões de euros e afectou hoje negativamente as cotações das acções da banca europeia, devido aos receios de incumprimento das obrigações do país.
Entretanto, as empresas de classificação de risco de crédito (
rating) Moody’e e Standard and Poors diminuíram ontem a classificação atribuída à dívida emitida pelas empresas dos Estados do golfo, considerando que o pedido de moratória representa de facto um incumprimento.
O país foi muito afectado pela crise financeira internacional, e muitos dos seus gigantescos projectos imobiliários ficaram congelados.