| Kai Pfaffenbach/Reuters (arquivo) |
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| Na zona euro e na UE, a tendência de Setembro foi de recuperação |
As encomendas à indústria da zona euro subiram 1,5 por cento em Setembro face a Agosto, o que representa uma aceleração face à subida de 0,6 por cento de Agosto. Mantiveram-se no entanto ainda 16,5 por cento abaixo do seu nível em Setembro do ano passado, revelou hoje o Eurostat.
Estes valores reflectem a variação do índice de novas encomendas à indústria, que em Portugal tiveram um desempenho francamente mais negativo, com uma queda de 4,9 por cento em Setembro e uma diminuição de -26,8 por cento homólogos (face a Setembro de 2008).
Assim, enquanto na zona euro e na UE a tendência de Setembro foi de recuperação, com as quedas homólogas a apresentaram valores substancialmente menos negativos do que em Agosto (quando tinham sido de respectivamente -23,2 e -22,4 por cento), em Portugal a dinâmica foi inversa, com a queda homóloga a acentuar-se face aos -23,1 por cento de Agosto.
Estes valores são diferentes dos divulgados pelo INE no início do mês, devido a métodos de cálculo diferentes.
No conjunto da UE, o índice apresentou uma subida de 1,7 por cento face a Agosto (mês em que tinham subido 2,0 por cento face a Julho), e uma queda homóloga de 16,4 por cento.
Enquanto na zona euro e na UE as encomendas à indústria têm apresentado subidas consecutivas desde Março e Abril, respectivamente, o comportamento do índice a Portugal tem sido oscilante, como acontece aliás para muitos outros países considerados individualmente.
Além de Portugal, em Setembro houve também quedas mensais das encomendas em Espanha (-1,2%), Reino Unido (-1%), Eslováquia (-3,3%), Eslovénia (-3,8%), Lituânia (-4,4), Estónia (-5,0%) e República Checa (-2,2%).