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G7 em versão informal
Os ministros das Finanças e os governadores dos bancos centrais dos Grupo dos Sete (G7) principais países com economias de mercado insdustrializadas posam para uma fotografia durante a reunião deste fim-de-semana no Canadá. Fotografia: Chris Wattie/Reuters.

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60 mil
portugueses perderam o seu posto de trabalho na construção civil espanhola. Em 2008 eram cerca 90 mil, actualmente caíram para 30 mil. E o Sindicato dos Trabalhadores da Construção do Norte estima que fiquem apenas 15 mil, esperando mais despedimentos devido à grande queda no mercado imobiliário do país vizinho.
 

Todos os destaques do mundo dos negócios e da Bolsa.
 

 

 
Retracção do consumo devido à crise
Mais de um quinto dos portugueses têm dificuldade em cobrir necessidades essenciais
16.11.2009 - 16h48
Por Ana Rita Faria 
Viram a crise entrar de forma agressiva pela porta de casa, reduziram os seus gastos em produtos de grande consumo e dizem ter dificuldades em cobrir as suas necessidades essenciais. Segundo um estudo da TNS Worldpanel, a crise afectou profundamente 22 por cento dos 850 mil lares nacionais, atingindo 2,7 milhões de portugueses.

Analisando o comportamento de consumo de 3000 lares portugueses nos oito primeiros meses do ano, a empresa de estudo de mercado TNS Worldpanel concluiu também que cerca de 50 por cento das famílias portuguesas reduziram os seus gastos em produtos de consumo, mas que, na realidade, não tinham condições objectivas e obrigatórias para o fazer.

Esta alteração de comportamento do grupo dos “influenciáveis” foi “induzida pelo ambiente social, pela falta de confiança e pela instabilidade social e de emprego”, conclui o estudo. Contudo, se este grupo não tivesse reduzido os seus gastos, a situação do mercado do grande consumo teria sido 50 por cento menos grave.

De acordo com o estudo, o grupo dos “impactados” (os 22 por cento da população que mais sentiram a crise) corresponde ao perfil de casais com filhos adolescentes e com famílias numerosas que auferem rendimentos muito abaixo da média.

Este foi o grupo que mais diminuiu os seus gastos em produtos de grande consumo (menos 3,1 por cento) e onde se notam mais mudanças nos hábitos de compra.

Cerca de 52 por cento dos “impactados” mudou de loja habitual em busca de preços mais baixos, reduziu as compras por impulso e passou a comprar menos produtos, privilegiando “encher a despensa”. Somente 28 por cento deste grupo se considera feliz, menos 61 por cento do que a média nacional.

No que respeita aos “influenciáveis” (metade da população), são sobretudo casais com filhos pequenos ou famílias de três pessoas, com um rendimento igual à média. A maioria (60 por cento) está pessimista e acredita que a crise vai durar mais dois anos.

Os receios ditaram a mudança do seu comportamento de compra, passando a gastar menos na alimentação, limpeza caseira e higiene pessoal.

Há, contudo, uma tendência transversal que ganhou força nos hábitos dos consumidores: a crescente adesão às marcas brancas. Quer os portugueses mais afectados pela crise quer os que se deixaram influenciar por ela canalizaram o orçamento para os produtos da marca do distribuidor, regra geral mais baratos do que as marcas de fabricante.

Compra de roupa e combustíveis aumenta

Em contraciclo com alguma contenção e adaptação ao nível dos produtos de grande consumo, os portugueses não deixaram de continuar a comprar roupa e a encher o depósito dos seus carros.

Segundo o estudo da TNS Worldpanel, o mercado do vestuário cresceu 10,7 por cento em volume no primeiro semestre, com mais 240 mil compradores de roupa do que em igual período do ano passado.

Além disso, os portugueses gastaram mais dinheiro em cada compra (mais 3,75 euros), embora tenham feito menos actos de compra (menos 11,5 por cento).

A mesma tendência ocorreu no mercado dos combustíveis. Com mais 6,2 por cento de gasolina vendida entre Janeiro e Setembro e mais 105 mil compradores, o mercado registou, contudo, menos dois milhões de abastecimentos, o que significa que os portugueses abasteceram mais de cada vez que se deslocaram às bombas.

E, tal como aconteceu com os produtos de consumo nos super e hipermercados, também nos combustíveis as marcas brancas aumentaram o seu peso. As distribuidoras de combustível dos supers/hipers ganharam 5,6 por cento de quota em volume entre Junho e Setembro, enquanto os principais operadores (Galp, BP, Repsol, Cepsa e Total) mantiveram a sua quota de mercado.

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"O Plano de Estabilidade e Crescimento e as autoridades europeias fracassaram quando foram complacentes com o seu não-cumprimento. Não agora, mas durante o 'bom tempo' económico."
Vítor Bento, jornal "Público", 8-2-2010
 

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