| Carlos Lopes (arquivo) |
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O Produto Interno Bruto (PIB) português cresceu 0,9 por cento no terceiro trimestre face ao segundo, quando já tinha crescido 0,3 por cento também em cadeia e posto fim à recessão, definida tecnicamente pelos economistas como dois trimestres consecutivos de queda do produto.
No entanto, esta evolução, revelada hoje pelo INE através de uma estimativa rápida, não é ainda suficiente para compensar a queda em cadeia consecutiva entre o terceiro trimestre do ano passado e o primeiro deste ano (-0,5, -1,7 e -2,0), pelo que a variação interanual do PIB (face ao mesmo trimestre do ano precedente) é ainda negativa, estando estimada em -2,4 por cento. Nesse sentido, a crise ainda não está ultrapassada, o que se sente também ao nível da subida do desemprego.
Assim, no terceiro trimestre a economia nacional reforçou a dinâmica de recuperação, com crescimento pelo segundo semestre consecutivo, e mais forte, mas a dimensão da recessão em que foi mergulhada na sequência da cirse internacional não permite ainda vislumbrar quando retomará o nível de produção que tinha antes da crise.
A variação mais favorável do PIB – que representa o conjunto do valor acrescentado de bens e serviços produzidos em Portugal – no terceiro trimestre é atribuída pelo INE sobretudo "a uma redução menos acentuada do investimento", e também a reduções homólogas "menos intensas" das exportações e importações de bens e serviços.
A variação do PIB no segundo trimestre foi agora revista em alta, para um crescimento em cadeia de 0,5 por cento em cadeia (quando a estimativa anterior era de 0,3 por cento), mantendo-se o valor de -3,7 por cento para a queda homóloga nesse período. A variação em cadeia para o primeiro trimestre foi revista em baixa, de -1,8 para -2,0 por cento.
Houve também ajustamentos nos valores da variação homóloga deste indicador em 2008, que subiu 0,1 pontos percentuais em todos os trimestres, em resultado da incorporação da informação relativa às Despesas de Consumo Final das Administrações Públicas do último Procedimento dos Défices Excessivos. Para o conjunto do ano, a taxa mantém-se inalterada em 0,0.
Os valores hoje divulgados são uma primeira estimativa, sendo depois divulgadas as contas nacionais trimestrais, marcada para 9 de Dezembro, mais precisas e detalhadas.
Notícia em actualizada às 10h45