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Futuros sobre ouro indiano com novo recorde
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Comitiva com 30 empresários
Delegação iraniana procura investimento português
10.11.2009 - 18h17
Por Lusa 
Uma comitiva iraniana liderada pelo vice-ministro da Economia e Finanças, Behrouz Alishiri, e que integra 30 empresários e representantes institucionais de vários sectores tenta seduzir quarta-feira, em Matosinhos, empresas portuguesas a apostar no Irão.

Promovida pela Associação Empresarial de Portugal (AEP), com o apoio da Associação Industrial Portuguesa (AIP) e do Portugal Irão Business Council (PIBC), a iniciativa integra um seminário sobre oportunidades de negócio e investimento no Irão, seguido de encontros bilaterais privados entre agentes económicos dos dois países.



Em declarações à agência Lusa, o presidente da AEP adiantou que da comitiva iraniana fazem parte empresários nas áreas do turismo, petróleo, banca, indústria farmacêutica, minas, construção e química, que procurarão cativar os congéneres portugueses - entre os quais responsáveis de empresas como a Bial e Amorim, actualmente já com negócios no Irão - para as potencialidades do país.



Segundo José António Barros, o Irão é um país “que tem a sua imagem um pouco mal apresentada”, sendo uma nação “muito civilizada, culta e organizada, com grande consideração por Portugal, com quem faz trocas comerciais há mais de 500 anos”



Intitulado “Uma visão sobre o Irão - oportunidades de negócio e investimento”, o seminário decorre no âmbito do programa de apoio à internacionalização das empresas portuguesas da AEP, que aposta na promoção de novos mercados de exportação, não afectados pela crise financeira, como o Irão, Angola, Brasil, Líbia, Emirados Árabes Unidos e Rússia.



Além de Barros, intervirão no seminário o embaixador do Irão em Portugal, Rasool Mohajer, e dos presidentes da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), Basílio Horta, e do PIBC, Nader Haghighi.



Segundo a AEP, os responsáveis iranianos “identificarão oportunidades de investimento em áreas como as energias renováveis, indústrias mineira, farmacêutica e do papel, saúde, petroquímica, turismo, telecomunicações, planeamento e urbanismo, centros comerciais, hotelaria e banca”.



Já no que se refere às exportações para aquele mercado, “serão referenciadas oportunidades para as empresas portuguesas dos sectores dos moldes, componentes para automóveis, têxtil, turismo, materiais de construção, mobiliário e calçado”.



À vinda da comitiva iraniana a Portugal seguir-se-á, em Fevereiro de 2010, uma segunda missão empresarial portuguesa ao Irão, depois da já realizada em Abril deste ano.



De acordo com dados do ministério da Economia e da Inovação, as exportações portuguesas para o Irão mais do que duplicaram em 2008, face a 2007, mas ainda assim ficaram-se pelos 29,841 milhões de euros, o que representa uma quota de apenas 0,04 por cento no total das importações iranianas.



Já as importações portuguesas do Irão fixaram-se nos 286 milhões de euros, contra 257,8 milhões de euros em 2007.



Os produtos energéticos (petróleo) são o grosso das importações portuguesas do Irão (92,4 por cento), enquanto a madeira, cortiça e papel são o produto português mais vendido para aquele país.



No ‘ranking’ do comércio internacional de Portugal em 2008, o Irão surge no 34º lugar nas importações (32º em 2007) e no 56 º posto nas exportações (65º em 2007).
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"É fácil de imaginar que alguns países vão acabar por erodir o valor das suas obrigações através da desvalorização das suas moedas nos próximos anos, imprimindo dinheiro e acumulando inflação."
GillianTett, "Financial Times", 23-11-2009
 

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