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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

 
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É o valor, em mil milhões de euros, que atinge o crédito incobrável no segmento dos particulares em Portugal
 

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Governo não apresentou plano de reestruturação
Bruxelas abre investigação aprofundada a garantia estatal ao BPP
10.11.2009 - 12h08
Por Lusa 
Daniel Rocha (arquivo)
Em Junho, Portugal prolongou a garantia por um novo período de seis meses sem ter notificado Bruxelas
A Comissão Europeia anunciou hoje que abriu uma investigação aprofundada sobre a garantia estatal concedida por Portugal ao Banco Privado Português (BPP), apontando que o Governo ainda não apresentou o plano de reestruturação reclamado por Bruxelas.

O executivo comunitário lembra que, em Março passado, aprovou, por um período de seis meses, a garantia estatal a um empréstimo de 450 milhões de euros, “sob condição da apresentação de um plano de reestruturação que perspectivasse o futuro do banco sem novos auxílios estatais”, que ainda não foi apresentado por Portugal à Comissão Europeia.

Apontando que, em Junho, Portugal prolongou a garantia por um novo período de seis meses sem ter notificado Bruxelas de tal facto, a Comissão diz agora ter dúvidas “sobre se a garantia estatal continua a respeitar a Comunicação sobre as orientações relativas aos auxílios estatais para superar a crise financeira, quer em termos de duração, quer em termos de preço.

“A Comissão tem de avaliar se a garantia estatal concedida ao Banco Privado Português permite resolver de forma adequada as dificuldades do banco sem falsear indevidamente a concorrência, bem como se o plano que a Comissão solicitou a Portugal será suficiente para sanar a situação sem necessidade de novos auxílios estatais”, explicou hoje a comissária europeia responsável pela Concorrência, Neelie Kroes.

A Comissão ressalva que o início de um procedimento de investigação formal não significa necessariamente que as medidas em causa não estejam em conformidade com as regras em matéria de auxílios estatais da UE, tratando-se antes de “um passo necessário para assegurar segurança jurídica a todos os intervenientes” e que “dá aos terceiros interessados a oportunidade de apresentarem as suas observações”.

Empréstimo de 450 milhões de outros bancos garantido pelo Estado

Em Dezembro de 2008, face a uma situação extrema de falta de liquidez do banco, o Banco de Portugal nomeou uma administração provisória, presidida por Fernando Adão da Fonseca, para avaliar a situação e tentar um plano de saneamento, tendo sido injectados na instituição bancária 450 milhões de euros, através de um empréstimo bancário concedido por seis outros bancos com garantia do Estado.

A operação de apoio financeiro envolveu a CGD e o BCP, com 120 milhões de euros cada, o BES, com 80 milhões de euros, o Santander Totta, com 60 milhões de euros, o BPI, com 50, e Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo, com 20 milhões de euros.

A 13 de Março passado, Bruxelas aprovou a garantia do Estado relativa ao empréstimo, considerando que a medida era necessária para sanar os graves problemas de liquidez do BPP e para “preservar a confiança nos mercados financeiros, limitando-se ao mínimo necessário para atingir este objectivo”, estando por isso em conformidade com o plano de auxílios estatais no contexto da crise financeira.

Em Junho passado, a administração do BPP anunciou que o empréstimo de 450 milhões de euros foi já usado na totalidade, tendo sido pagos depósitos de 314 milhões de euros.
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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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