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Caso “Face Oculta"
Chefe de Finanças de S. João da Madeira suspenso de funções
06.11.2009 - 17h42
Por António Arnaldo Mesquita
O juiz de instrução da Comarca do Baixo Vouga, António da Costa Gomes, decretou hoje a suspensão de funções de Mário Pinho, chefe do serviço de finanças de S. João da Madeira, por presumível envolvimento em corrupção passiva. O despacho foi divulgado no fim do primeiro interrogatório de arguido e divulgado num comunicado difundido pelo presidente daquela comarca uma das três que integra a fase experimental do novo mapa judicial.
Até agora, dos 15 arguidos do processo Face Oculta, o juiz de instrução já decretou medidas de coacção para três suspeitos: o empresário Manuel José Godinho ficou em prisão preventiva; e Manuel Guiomar, quadro da Refer- Rede Ferroviária Nacional, foi suspenso de funções.
Segundo o mandado de busca exibido aos arguidos no passado dia 28 de Outubro, quando foi desencadeada a operação Face Oculta, Mário Pinho terá recebido de Manuel José Godinho, entre 2005 e 2008, cheques no montante de 26.250 euros, referindo ainda o despacho do juiz de instrução uma outra entrega à mulher do funcionário das finanças, no valor de 7.500 euros, também em cheque. O despacho alude ainda a um telefonema em que o funcionário das finanças informa Godinho do arquivamento de um processo fiscal em que estava envolvida uma empresa do grupo, a Sociedade Comercial e Industrial Metalomecânica, SA.
Hoje, durante a tarde, o juiz de instrução da Comarca do Baixo Vouga, com sede em Aveiro, está a inquirir um quarto arguido Namércio Pereira da Cunha, colaborador do empresário Manuel José Godinho.
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