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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

 
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Primeiro-ministro manifesta-se triste com o envolvimento de Armando Vara
Face Oculta: Sócrates espera que a justiça funcione
06.11.2009 - 12h22
Carlos Lopes (arquivo)
Sócrates confirma que telefonou a Vara, mas não adianta o assunto
O primeiro-ministro afirmou hoje que o “entristece” o facto de o processo “Face Oculta” envolver o seu “amigo” Amando Vara, a quem reconhece ter telefonado precisamente por ser seu amigo. Sobre o caso, Sócrates disse esperar que o desenvolvimento da investigação do processo “Face Oculta” se faça e que a justiça funcione e que se persiga a corrupção, caso tenha existido.

José Sócrates falava aos jornalistas no final do debate do programa do Governo, na Assembleia da República, depois de confrontado com a notícia do jornal “Sol” segundo a qual, nas escutas telefónicas feitas durante meses a Armando Vara, surgem conversas consigo.

“O que tenho conhecimento sobre o que vem nesse jornal é que eu fiz uma chamada para o dr. Armando Vara. Acontece que faço chamadas para os meus amigos e vou continuar a fazê-las”, respondeu o líder do executivo. Perante a insistência dos jornalistas sobre o significado das suas conversas com o ex-ministro socialista, Sócrates respondeu: “Concerteza que telefonei ao dr. Armando Vara porque é meu amigo e meu camarada. Como sabem este processo entristece-me pelo facto de envolver um amigo meu há tantos anos”.

“Tenho uma relação de há muitos anos com o dr. Armando Vara. Fiz com ele uma carreira política. Por isso este processo é para mim triste”, salientou.

"Que a justiça funcione e se persiga a corrupção"
“O único desejo que um político deve expressar é que a justiça funcione e que se persiga a corrupção, se a houve. Aqueles que devem velar pelo cumprimento da lei, combatendo as ilegalidades e a corrupção, devem agir”, declarou o primeiro-ministro.

Segundo Sócrates, neste momento, “é importante dizer que o poder político apoia as acções judiciais que naturalmente se desenvolvem para fazer aplicar a lei!”.

“E a lei deve ser aplicada doa a quem doer. Espero que a investigação e o desenvolvimento do processo se faça, que a justiça funcione, que quem deve acusar que acuse e quem se deve defender se defenda e que os tribunais julguem”, frisou o primeiro-ministro. José Sócrates manifestou depois o seu “desejo que este processo se desenvolva de acordo com as regras da justiça”.

Questionado sobre se o Governo mantém a confiança em gestores públicos cujos nomes foram apontados no caso - como são os casos da REN e da Refer -, o primeiro-ministro fez questão de realçar que há diferenças entre "estar acusado" e ser "apenas arguido". "Não estão acusados, pois se estivessem acusados seria uma situação diferente. O Governo não mantém confiança em quem está acusado pelo poder judicial, mas neste caso as pessoas são apenas arguidas", sublinhou.

Notícia actualizada às 12h37
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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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