• 21 de Novembro de 2009
  • 12º - 18º Lisboa
  • Em Bruxelas está tudo tranquilo
  • Google apresentou sistema operativo Chrome
  • Talk-show de Oprah vai acabar em 2011
 
Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

 
3,64
É o valor, em mil milhões de euros, que atinge o crédito incobrável no segmento dos particulares em Portugal
 

Todos os destaques do mundo dos negócios e da Bolsa.
 

 

 
Gestão
Metade das empresas portuguesas admite cortar salários dos executivos de topo
06.11.2009 - 07h39
Por Ana Rute Silva 
Política de remunerações poderá ser alterada em mais de dois terços das empresas e os cortes nos prémios serão um dos instrumentos das companhias.

A recessão mundial poderá obrigar 72 por cento das empresas portuguesas a mudar a política de compensação salarial dos executivos de topo e, destas, quase metade preferia cortar no salário base dos gestores.

De acordo com um estudo realizado pela MRINetwork Portugal para o PÚBLICO, dos 250 administradores, directores-gerais e directores de recursos humanos questionados, 41 por cento tem a intenção de retirar ou diminuir os prémios a atribuir. Os custos com automóveis (um dos benefícios mais cobiçados pelos executivos portugueses) também são uma componente a cortar para 38 por cen-to das empresas. E 25 por cento dos inquiridos opta mesmo por retirar do pacote salarial os seguros que asse-guravam para os seus funcionários (de saúde, por exemplo).

"Os resultados mostram que a mai-or parte das empresas da amostra está a passar por dificuldades, pensando mesmo em formas possíveis e legais de cortar no salário base", comenta Ana Teixeira, directora-geral da MRINetwork Portugal, acrescentando que "é um mal menor face à alternativa de despedimento".



Há também quem aumente

A tendência de cortar nos salários base não é transversal a todos o sectores.

Na indústria farmacêutica, 93 por cento garante que não vai mexer nos ordenados e na logística e distribuição - identificado pelos estu-dos salariais como o sector onde se praticam ordenados abaixo dos valores médios do mercado, sobretudo para as funções intermédias e administrativas - 38 por cento tem mesmo a pretensão de aumentar a remuneração.

É na construção e obras públicas que os impactos da crise no salário dos executivos têm mais eco. O estudo da MRINetwork, uma multinacional de recursos humanos, diz que 97 por cento das empresas deste sector admite cortar nos ordenados e mais de 60 por cento não vai atribuir qualquer prémio este ano.

Mas há outros dados mais positivos. Até ao final do ano, as expectativas de contratação são mais optimistas. Cerca de 32 por cento dos inquiridos pretende aumentar o quadro de pessoal, sobretudo no sector das tecnologias da informação e saúde.
Achou este artigo interessante? Sim
 
Digg Do Melhor   Comente Leia comentários Imprima Tops Estatísticas
 
 
comente este artigo
Critérios para publicação de comentários
 
Restam 1200 caracteres
 
   
 
   
 
Os comentários deste site são publicados sem edição prévia, pelo que pedimos que respeite os nossos Critérios de Publicação. O seu IP não será divulgado, mas ficará registado na nossa base de dados. Quaisquer comentários inadequados deverão ser reportados utilizando o botão “Denunciar este comentário” próximo da cada um. Por favor, não submeta o seu comentário mais de uma vez.
 
Registe-se, faça o seu login e acompanhe a evolução da cotação dos títulos que fazem parte da sua carteira ao longo do dia.
 


"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

PUB
PUB
18.11.2009
 

+ revista de imprensa
 
PUB