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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

 
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Conferência de imprensa na Ordem dos Advogados, em Lisboa
Marinho Pinto: opinião pública está a “fritar em lume brando” suspeitos
05.11.2009 - 18h50
Por Lusa 
Carlos Lopes
Marinho Pinto falou hoje sobre o processo "Face Oculta" aos jornalistas em Lisboa
O bastonário dos advogados disse hoje que a opinião pública está a “fritar em lume brando” os suspeitos da operação "Face Oculta", criticando as investigações criminais por estarem “viradas para a comunicação social”.

“Em Portugal, nem os culpados são condenados nem os inocentes são absolvidos, estão todos a ser fritados em lume brando pela opinião pública. Infelizmente o país está a festejar a descoberta de criminosos”, disse Marinho Pinto numa conferência de imprensa, na sede da Ordem dos Advogados, em Lisboa.

Criticando a forma como a investigação criminal funciona, em seu entender virada para a comunicação social, o bastonário lembrou que se está a falar de “meros suspeitos e não de acusados”.

“Parece que a investigação criminal tem de estar permanentemente a alimentar primeiras páginas de jornais, mas possivelmente daqui a dois ou três anos ainda continua - à semelhança do que acontece com a Operação Furacão ou Freeport - e depois arranja-se outra para noticiar”, criticou.

A Polícia Judiciária (PJ) desencadeou no dia 28 de Outubro a operação “Face Oculta” em vários pontos do país, no âmbito de uma investigação relacionada com alegados crimes económicos de um grupo empresarial de Ovar que integra a O2-Tratamento e Limpezas Ambientais, a que está ligado o empresário Manuel José Godinho, que está em prisão preventiva, no quadro deste processo.

Marinho Pinto convocou hoje uma conferência de imprensa para exigir a alteração do Decreto Lei 26/97 sobre a utilização por parte do Estado dos veículos apreendidos em investigações policiais.

O bastonário dos advogados denunciou que os veículos apreendidos são utilizados pelas autoridades policiais, que - disse - os danificam, o que o faz suspeitar que “o principal objectivo das apreensões é a utilização” das viaturas.

“O Estado deve garantir a boa conservação dos bens, o que não acontece”, afirmou Marinho Pinto, dando como exemplo uma carrinha apreendida a dois cidadãos polacos, detidos por suspeita de imigração ilegal e que nem sequer foram pronunciados, e que oito anos depois foram notificados para ir levantar o veículo que estava “com mais 100 mil quilómetros e quase totalmente danificado”.

Marinho Pinto defende a não utilização dos veículos apreendidos por parte do Estado ou a indemnização directa ao cidadão que for considerado inocente pelos estragos.

“Os organismos do Estado não podem beneficiar das apreensões dos veículos, não podem utilizar e estragar os bens que não lhe pertencem”, sustentou.



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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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