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Resultados acumulados continuam penalizados pela crise económica internacional
Lucros da Corticeira Amorim sobem 60,5 por cento no terceiro trimestre
04.11.2009 - 18h07
Por Lusa, PÚBLICO
A Corticeira Amorim obteve um resultado líquido de 5,7 milhões de euros no terceiro trimestre, mais 60,5 por cento comparando com os 3,6 milhões de euros do período homólogo de 2008, anunciou hoje a empresa, que salienta a recuperação deste indicador.
“O terceiro trimestre de 2009 ficou marcado por uma recuperação no resultado líquido”, o qual “melhorou pelo terceiro trimestre consecutivo”, sublinha a empresa, num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
Ainda assim, em termos acumulados a Corticeira Amorim apresentou até Setembro lucros de 2,24 milhões de euros, que representam uma quebra de 78,6 por cento face aos 10,46 milhões de euros dos primeiros nove meses de 2008.
Em causa está principalmente o condicionamento da actividade da empresa "pela incerteza que ainda caracteriza a economia mundial e os seus agentes económicos”, indica também o comunicado
O EBITDA (resultado operacional) situou-se nos 13,2 milhões de euros, um valor inferior em 11,4 por cento ao que tinha sido registado no terceiro trimestre de 2008. Em termos acumulados, o EBITDA apresenta uma descida de 35,54 por cento em relação aos primeiros nove meses do ano passado, para 27,8 milhões de euros.
Neste terceiro trimestre, as vendas atingiram os 103,3 milhões de euros, um “valor que, apesar de traduzir uma redução de 11,6 por cento, ilustra uma recuperação da actividade face a trimestres anteriores”, refere a corticeira.
A empresa acrescenta que a “melhoria dos resultados líquidos da Corticeira Amorim foi assim sustentada por uma maior eficiência operacional que, conjugada com uma diminuição dos custos financeiros, compensou claramente o impacto negativo criado pela crise internacional”.
Quanto à dívida remunerada líquida, em Setembro de 2009, diminuiu em 68,6 MEuro para os 154,7 MEuro. Esta redução de 30,7 por cento “permitiu que a dívida remunerada remunerada tenha descido para o valor mais baixo desde 1997 e que a autonomia financeira tenha aumentado para os 44,5 por cento”, adiantam.
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