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G7 em versão informal
Os ministros das Finanças e os governadores dos bancos centrais dos Grupo dos Sete (G7) principais países com economias de mercado insdustrializadas posam para uma fotografia durante a reunião deste fim-de-semana no Canadá. Fotografia: Chris Wattie/Reuters.

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60 mil
portugueses perderam o seu posto de trabalho na construção civil espanhola. Em 2008 eram cerca 90 mil, actualmente caíram para 30 mil. E o Sindicato dos Trabalhadores da Construção do Norte estima que fiquem apenas 15 mil, esperando mais despedimentos devido à grande queda no mercado imobiliário do país vizinho.
 

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Conselho Geral e de Supervisão aceitou
Vara não resiste à pressão e pede suspensão do mandato no BCP
04.11.2009 - 07h23
Por Cristina Ferreira 
Adriano Miranda (arquivo)
O vice-presidente do Banco Comercial Português (BCP), Armando Vara, solicitou ao líder do Conselho Geral e de Supervisão, Luís Champalimaud, a "suspensão plena e com efeitos imediatos do seu mandato nos órgãos sociais do grupo".

O conselho aceitou o pedido e o governador Vítor Constâncio já veio dizer que o afastamento de Vara da gestão é positivo para a imagem do BCP e para a credibilidade do sector.

A decisão de Armando Vara solicitar o seu afastamento temporário de vice-presidente do BCP, lugar que ocupa desde o início de 2008, foi comunicada ao mercado ao início da noite e será votada em reunião de accionistas convocada para o próximo dia 11 de Novembro, data em que está agendada a apresentação das contas trimestrais do grupo. O pedido de suspensão de todas as funções que desempenha no grupo, com interrupção imediata das remunerações e outros benefícios, surge depois de, na segunda-feira à noite, Vara ter tido oficialmente conhecimento de que o Banco de Portugal tinha aberto um processo de averiguações à sua idoneidade. Vara irá ao supervisor prestar declarações na próxima quinta-feira.

Ontem ficou também a saber-se que irá ser ouvido em tribunal, na sua qualidade de arguido da operação Face Oculta, no próximo dia 18. Armando Vara é citado no processo Face Oculta como tendo recebido 10 mil euros, no seu gabinete do BCP, para facilitar negócios com empresas públicas ao empresário de Ovar Manuel José Godinho. Os factos que vieram a público terão tornado insustentável a sua permanência no BCP, onde tem exercido funções de grandes responsabilidades. Armando Vara era considerado o braço direito do presidente executivo, Santos Ferreira, pelo que a sua saída vai obrigar a um rearranjo dos poderes dentro da instituição.

Em todo o caso, o pedido de Vara surge horas depois de Vítor Constâncio ter convocado Santos Ferreira de urgência à sede do BdP para lhe exigir uma clarificação sobre a presença do vice-presidente nos órgãos sociais do grupo, de modo a impedir que a instabilidade regresse ao banco.

A decisão inédita de Vítor Constâncio, que geralmente opta por compromissos, seguiu-se às afirmações realizadas pelo presidente do BCP ao início da manhã de ontem. Santos Ferreira, à saída de um encontro na Faculdade de Direito de Lisboa, considerou que cabia ao próprio Armando Vara a decisão de se afastar da gestão, e que só o supervisor se poderia pronunciar sobre a matéria. Mas Constâncio discordou do sentido das declarações do CEO. Para o BdP, a administração, nomeadamente Santos Ferreira, enquanto CEO, e os accionistas do BCP, com assento no CGS, deviam assumir também as suas responsabilidades pela continuidade, ou não, de Vara no grupo.

Impacte em Santos Ferreira

Para o governador, a existência de suspeitas quanto a eventuais ilicitudes envolvendo Armando Vara na operação Face Oculta prejudicam a imagem e a reputação de idoneidade do BCP. Ao afastar-se, Vara dá assim um sinal de que pretende defender a instituição, evitando que o processo judicial de que está a ser alvo se confunda com o BCP. De resto, as acusações que lhe são feitas não estão relacionadas directamente com as funções que desempenhou enquanto banqueiro. Foi esta a justificação que, na quinta-feira passada, sustentou o voto de confiança dos accionistas a Armando Vara. Ontem, o ainda vice-presidente do BCP manteve de novo contactos com os membros do CGS.

Ontem, à saída do encontro na Faculdade de Direito de Lisboa, Santos Ferreira disse que as notícias "que têm saído" sobre o eventual envolvimento do seu vice-presidente na operação Face Oculta "não são boas" para a imagem do BCP. O CEO lembrou que estatutariamente o conselho de administração a que preside não tem competências para se pronunciar sobre os seus membros. Inquirido se Vara deveria suspender funções até que o processo de inspecção do BdP fosse concluído, o CEO desvalorizou classificando a questão como "uma coisa perfeitamente menor". E adiantou que as matérias relacionadas com a idoneidade de Armando Vara devem ser dirimidas no contexto do BdP, pois é o supervisor que tem os meios para realizar averiguações. Por outro lado, acrescentou, os órgãos sociais estão a funcionar como deve ser. "Senão", acrescentou, "já tinha intervindo".

O afastamento de Vara da administração e as inspecções que estão em curso no BdP e nos meios judiciais vieram fragilizar a liderança de Santos Ferreira. Não só pelas funções que Vara desempenhava no BCP, de grande relevância, mas também pelo facto de ser pela mão de Santos Ferreira que Vara chegou a banqueiro. Quando foi indicado pelo anterior Governo de José Sócrates para presidir à Caixa Geral de Depósitos, levou Vara para a administração. Santos Ferreira voltou a convidá-lo, agora para vice-presidente do BCP, quando foi nomeado, o que foi muito contestado. A ascensão de Vara à alta finança foi encarada como uma subida pela via política. Tal como Vara, ex-deputado e ex-ministro do PS, Santos Ferreira pertence igualmente ao universo socialista.
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"O Plano de Estabilidade e Crescimento e as autoridades europeias fracassaram quando foram complacentes com o seu não-cumprimento. Não agora, mas durante o 'bom tempo' económico."
Vítor Bento, jornal "Público", 8-2-2010
 

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