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Credores italianos acusados de quererem eliminar concorrência portuguesa
Calçado: “Não temos interesse nenhum na insolvência da Investvar", afirma italiana Ka&Ka
03.11.2009 - 16h01
Por Lusa
O consultor da Ka&Ka, empresa italiana que reclama o pagamento de uma dívida sobre a Investvar de 500 mil euros, disse hoje que não tem qualquer interesse na insolvência do grupo de calçado português.
“Não temos interesse nenhum na insolvência da Investvar. Só queremos o nosso dinheiro”, afirmou hoje aos jornalistas Guido Toninelli, consultor da Ka&Ka, à margem do julgamento a decorrer no Tribunal de Aveiro.
Em declarações aos jornalistas, Guido Toninelli acrescentou que “não houve quaisquer negociações com a Investvar para o pagamento da dívida, relativa a Outubro de 2008, desde o pedido de insolvência”, que deu entrada a 18 de Setembro, no Juízo de Comércio da Comarca do Baixo Vouga.
“Há uns meses, foram feitos pedidos para adiar o prazo do pagamento da dívida, mas nas últimas semanas não houve contactos com qualquer tipo de proposta”, acrescentou o porta-voz da Ka&Ka.
O representante da empresa italiana rejeitou a existência de qualquer relação entre o pedido de insolvência sobre a Investvar Comercial, requerido a 18 de Setembro, e o lançamento da marca ‘The Flex’ pelo grupo italiano, que a defesa da Investvar apresentou como “um elemento decisivo no comportamento da requerente [Ka&Ka]”.
“A requerente [Ka&Ka] tem uma marca concorrencial a querer mandar abaixo [a Investvar]”, disse João Costa Quintas, advogado da Investvar Comercial.
O advogado defendeu ainda que “em outros momentos, da relação comercial de longa data, a Ka&Ka foi credora de dívidas de montantes mais elevados às subsidiárias da Investvar” do que os actualmente reclamados pela empresa italiana, acrescentando que o grupo português de calçado “tem sempre resolvido extra-judicialmente o pagamento aos fornecedores”.
Na sessão do julgamento, João Costa Quintas recordou que “está a decorrer um processo com impacto na liquidez” do maior grupo português de calçado, referindo o acordo com a banca para a reestruturação financeiro do grupo, que passa pela conversão de cerca de 75 por cento da dívida, de 40 milhões de euros, em capital.
A sessão do julgamento foi interrompida pouco depois das 13:00, depois de ter sido ouvida uma testemunha de cada uma das partes, tendo sido agendada a próxima sessão para dia 13 de Novembro.
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