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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

 
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É o valor, em mil milhões de euros, que atinge o crédito incobrável no segmento dos particulares em Portugal
 

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Credores italianos acusados de quererem eliminar concorrência portuguesa
Calçado: “Não temos interesse nenhum na insolvência da Investvar", afirma italiana Ka&Ka
03.11.2009 - 16h01
Por Lusa 
O consultor da Ka&Ka, empresa italiana que reclama o pagamento de uma dívida sobre a Investvar de 500 mil euros, disse hoje que não tem qualquer interesse na insolvência do grupo de calçado português.

“Não temos interesse nenhum na insolvência da Investvar. Só queremos o nosso dinheiro”, afirmou hoje aos jornalistas Guido Toninelli, consultor da Ka&Ka, à margem do julgamento a decorrer no Tribunal de Aveiro.

Em declarações aos jornalistas, Guido Toninelli acrescentou que “não houve quaisquer negociações com a Investvar para o pagamento da dívida, relativa a Outubro de 2008, desde o pedido de insolvência”, que deu entrada a 18 de Setembro, no Juízo de Comércio da Comarca do Baixo Vouga.

“Há uns meses, foram feitos pedidos para adiar o prazo do pagamento da dívida, mas nas últimas semanas não houve contactos com qualquer tipo de proposta”, acrescentou o porta-voz da Ka&Ka.

O representante da empresa italiana rejeitou a existência de qualquer relação entre o pedido de insolvência sobre a Investvar Comercial, requerido a 18 de Setembro, e o lançamento da marca ‘The Flex’ pelo grupo italiano, que a defesa da Investvar apresentou como “um elemento decisivo no comportamento da requerente [Ka&Ka]”.

“A requerente [Ka&Ka] tem uma marca concorrencial a querer mandar abaixo [a Investvar]”, disse João Costa Quintas, advogado da Investvar Comercial.

O advogado defendeu ainda que “em outros momentos, da relação comercial de longa data, a Ka&Ka foi credora de dívidas de montantes mais elevados às subsidiárias da Investvar” do que os actualmente reclamados pela empresa italiana, acrescentando que o grupo português de calçado “tem sempre resolvido extra-judicialmente o pagamento aos fornecedores”.

Na sessão do julgamento, João Costa Quintas recordou que “está a decorrer um processo com impacto na liquidez” do maior grupo português de calçado, referindo o acordo com a banca para a reestruturação financeiro do grupo, que passa pela conversão de cerca de 75 por cento da dívida, de 40 milhões de euros, em capital.

A sessão do julgamento foi interrompida pouco depois das 13:00, depois de ter sido ouvida uma testemunha de cada uma das partes, tendo sido agendada a próxima sessão para dia 13 de Novembro.
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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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