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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

 
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É o valor, em mil milhões de euros, que atinge o crédito incobrável no segmento dos particulares em Portugal
 

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Telecomunicações
Deco ensina a poupar na factura mensal dos telemóveis
03.11.2009 - 07h27
Por Ana Rita Faria 
Sara Matos/PÚBLICO (Arquivo)
Apesar das semelhanças, ainda é possível reduzir custos com a factura do telemóvel
Com planos e preços para um mesmo tipo de utilizador muito semelhantes entre si, os operadores de telemóveis portugueses não deixam grande margem de manobra aos clientes para pouparem da maneira mais fácil e óbvia: mudar de rede. Mesmo assim, há formas de poupar na factura. O simulador de tarifários de telemóveis da Associação de Defesa do Consumidor (Deco), que está disponível até ao final do mês no site www.deco.proteste.pt/tarifastelefone, ajuda a fazer as contas.

Além da opção pelos tarifários pré-pagos, que saem geralmente mais baratos do que os pós-pagos, há um aspecto que pode determinar uns bons euros a mais na carteira no final do mês: de que operador são os números para quem se liga mais frequentemente.
Se fizer 70 por cento das chamadas móveis dentro da TMN, Optimus ou Vodafone, o ideal será ter um tarifário online ou self-service, ou seja, praticamente feito à sua medida. A poupança pode chegar aos 500 euros anuais. Já tarifários de grupo como o Moche (TMN), o TAG (Optimus) e o Extreme e Extravaganza (Vodafone) só compensam se fizer pelo menos 60 por cento das suas comunicações para utilizadores do mesmo tarifário.
"O que faz a diferença e pode determinar a mudança de operador é a rede de contactos da pessoa", explica Sofia Costa, responsável pelo estudo de tarifários de telemóvel da Deco. Há, contudo, um dado que a associação dá como certo: os tarifários pré-pagos são, regra geral, a melhor opção. "O pós-pago só compensa se houver um uso muito intensivo de chamadas, mas, mesmo com grande utilização, o pré-pago é preferível, sobretudo os tarifários online e self-service das operadoras", conclui.
Para a Deco, a análise dos hábitos ao telemóvel pode permitir poupar várias centenas de euros por ano, sobretudo porque a maioria parece não ter acertado bem num tarifário à sua medida. Um estudo realizado em 2005 pela associação mostra que 92 por cento dos 1800 portugueses inquiridos não tinha o tarifário adequado à utilização que faz do telemóvel, desperdiçando, em média, mais de 100 euros por ano.

Diferenças face à Europa
Segundo a Deco, apesar do grande leque de oferta existente, os preços entre operadores para um mesmo perfil de utilizador pouco divergem, ao contrário do que acontece noutros países europeus (ver gráfico). A associação de defesa do consumidor tem vindo a alertar para eventuais práticas de concertação no sector, um tema que está a ser investigado pela Autoridade da Concorrência depois de, em Março, os operadores terem aumentado os preços das chamadas em cerca de 2,5 por cento e quase em simultâneo.
Para Sofia Costa, a escassa diferenças de preços explica que Portugal seja um dos países que menos recorrem à mudança de rede. Dados da Comissão Europeia mostram que havia só 1,5 por cento de números portados em Outubro (35 por cento em Espanha).
O custo do telemóvel em Portugal é mais elevado do que noutros países europeus. Um estudo da Deco de Setembro mostra que os portugueses chegam a pagar o dobro dos holandeses e ingleses nos preços dos tarifários para um mesmo tipo de utilizador. E nem mesmo os tarifários mais baratos descem abaixo dos dez euros por mês em Portugal.
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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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