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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

 
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É o valor, em mil milhões de euros, que atinge o crédito incobrável no segmento dos particulares em Portugal
 

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Programa de Governo
Sócrates insiste na força das obras públicas para relançar economia
02.11.2009 - 23h10
Por Lusa 
Nuno Ferreira Santos (arquivo)
O TGV português, apresentado por Sócrates em 2007, deverá ter ligação a Madrid até 2013
A abertura da ligação em alta velocidade a Espanha até 2013 e a construção do novo aeroporto em Alcochete são duas das grandes apostas nas obras públicas para estimular a economia.

No programa hoje entregue, o Executivo minoritário de José Sócrates defende “o investimento público modernizador realizado pelo Estado ou por privados por indução do Estado” como via para fazer crescer, de forma directa, a economia e o emprego.

Nesse investimento inclui-se assim a Rede Ferroviária de Alta Velocidade, com as Linhas Porto-Vigo e Lisboa-Madrid a concluir até 2013 e a linha Lisboa-Porto até 2015, bem como a terceira travessia do Tejo, entre Chelas e o Barreiro, cuja decisão de construção o Governo anunciou em Abril de 2008.

O plano que servirá de guia à governação mantém também a decisão de construir em Alcochete o novo aeroporto de Lisboa, para superar as “limitações de capacidade do actual aeroporto na Portela” que, no entender do Executivo, “prejudicam o desenvolvimento e competitividade da economia nacional e do sistema aeroportuário [e] originam quebras na qualidade do serviço prestado”.

Apesar dos atrasos quanto às datas previstas para a abertura do aeroporto de Beja - que primeiro foi dito que abriria em Março de 2009, depois que estaria operacional em meados de Setembro e, por último, em finais de Outubro - o Governo mantém o objectivo de “iniciar a exploração e promover o desenvolvimento da actividade, em termos operacionais e comerciais”.

Para os aeroportos de Faro, Porto e Ponta Delgada, o Governo de Sócrates prevê aumentos de capacidade e a modernização das infra-estruturas, melhorando ainda as condições de operação e de segurança.

Nas estradas, além da conclusão das auto-estradas para Bragança, entre Coimbra e Viseu e entre Sines e Beja, o Executivo reafirma a promessa de manter sem portagens as SCUT, na condição de que estas vias se situem em regiões com indicadores de desenvolvimento social e económico inferiores à média nacional e quando não existam vias alternativas.

Para “afirmar os portos nacionais como porta atlântica da Europa”, conquistar novos tráfegos e investimentos e reforçar as relações com os mercados emergentes o Governo propõe-se também, para o sector dos portos, aumentar em 50 por cento a carga movimentada, criar a marca “Portos de Portugal”, reduzir a burocracia com a Janela Única Logística, entre outras medidas.

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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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