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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

 
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É o valor, em mil milhões de euros, que atinge o crédito incobrável no segmento dos particulares em Portugal
 

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Crescimento moderado é uma das razões para que o défice não esteja a derrapar
Investimento público está a crescer a um ritmo inferior ao previsto no Orçamento do Estado
15.10.2009 - 07h43
Por Sérgio Aníbal 
PÚBLICO
Chegados a metade do ano, os dois Governos (o actual e o próximo) vêem-se na necessidade de realizar nos últimos seis meses do ano um investimento público de 3280 milhões de euros
Apesar de ser várias vezes referido pelo Governo como o principal instrumento de combate à crise económica, o investimento público está, conhecidos os dados referentes a metade do ano, a apresentar uma evolução bastante mais moderada do que aquela que está prevista no Orçamento do Estado para a totalidade de 2009.

De acordo com os dados das contas nacionais (em contabilidade nacional) apresentados recentemente pelo INE e agora analisados pela Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) da Assembleia da República, o investimento público total realizado correspondeu, durante os primeiros seis meses de 2009, a 1,9 por cento do PIB (semestral), um valor que fica muito próximo do que aconteceu no mesmo período do ano passado (1,8 por cento do PIB) e bastante abaixo dos três por cento do PIB (anual) que o Executivo tem como objectivo para a totalidade do ano.

Visto de outra forma, e utilizando os dados em termos absolutos, o investimento público cresceu quatro por cento durante o primeiro semestre de 2009 face a período homólogo do ano passado, quando o objectivo do Governo para a totalidade do ano, reiterado nos dados das contas públicas portuguesas entregues no final de Setembro em Bruxelas, é de um crescimento na ordem dos 33 por cento. Se o ritmo de crescimento dos primeiros seis meses do ano se repetisse na segunda metade de 2009, isso significaria que o investimento público anual ficaria 1050 milhões de euros abaixo do orçamentado.

Quando fez aprovar o Orçamento do Estado rectificativo nos primeiros dias de 2009, o Governo apresentou como um dos seus principais objectivos fazer subir de forma substancial o peso do investimento público na economia portuguesa. Este indicador tem estado a cair de forma regular durante a última década. Em 1997, atingiu um máximo de 4,5 por cento do PIB, mas em 2008 apenas se cifrou em 2,2 por cento do PIB. O objectivo traçado para 2009 - um investimento público equivalente a três por cento do PIB - seria uma forma de compensar a quebra prevista no investimento privado e seria feita, em parte, graças às medidas do plano anticrise.

É verdade que, olhando para os anos anteriores, a execução do investimento público tende a acelerar no final do ano, mas os dados registados no primeiro semestre constituem um atraso face ao previsto que parece muito difícil de superar. Chegados a metade do ano, os dois Governos (o actual e o próximo) vêem-se na necessidade de, se quiserem ainda cumprir o objectivo, realizar nos últimos seis meses do ano um investimento público de 3280 milhões de euros, ou seja, mais do dobro do registado na primeira metade do ano (1540 milhões) e 52,8 por cento mais do que em idêntico período do ano passado.

Isto num cenário em que a derrapagem do défice é uma preocupação. A UTAO, na análise às contas públicas da primeira metade do ano publicada na passada segunda-feira, refere o investimento público, em conjunto com os subsídios e as prestações sociais, como uma das componentes responsáveis pelo facto de a despesa acumulada no 1.º semestre de 2009 se encontrar "abaixo do previsto para o conjunto do ano de 2009".
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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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