Casas do ex-ministro da Saúde de Cavaco Silva e de Dias Loureiro foram alvo de buscas
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O antigo ministro da Saúde Arlindo Carvalho e dois administradores da sociedade Pousa Flores foram constituídos arguidos no caso BPN e serão ouvidos hoje no Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), revelou à Lusa fonte ligada ao processo.
Arlindo Carvalho e os dois administradores da sociedade de gestão e exploração imobiliária, à qual o antigo ministro de Cavaco Silva tem ligações, elevam para cinco o número de arguidos no inquérito ao caso BPN. Os outros dois são Oliveira e Costa, ex-presidente da instituição bancária, e Dias Loureiro, ex-administrador da SLN, que detinha o banco.
Segundo notícias recentes, a empresa Pousa Flores comprou, com crédito do BPN, activos ao grupo Ricardo Oliveira, no valor de cerca de 75 milhões de euros, de 2005 a 2007, numa operação em que o banco assumiu o compromisso de comprar esses activos e que prejudiciou financeiramente a instituição bancária.
As casas do antigo ministro e de Dias Loureiro foram objecto de buscas no âmbito do inquérito ao BPN, que está neste momento pendente no Departamento Central de Investigação e Acção Penal.
As referências a Arlindo de Carvalho apareceram pela primeira vez a ligar este ex-governante ao BPN no final de 2008, quando uma auditoria ao banco realizada pela Deloitte deu conta de que o militante social-democrata tinha recebido perto de 20 milhões de euros em operações de crédito (ver PÚBLICO de 20/11/2008).
Nos relatórios preliminares desta auditoria, o ax-governante de Cavaco Silva surgia numa lista de accionistas da Sociedade Lusa de Negócios (SLN) de que o BPN era credor, a título particular ou das respectivas empresas. Tratava-se de um empréstimo que tinha seguido os procedimentos regulares.
Contactado na altura, o também antigo mandatário de Pedro Santana Lopes no último congresso do PSD defendeu que os empréstimos em questão teriam sido concedidos às empresas das quais é sócio, a maioria no ramo imobiliário, e disse desconhecer o montante concreto em questão.
De acordo com a SIC, Arlindo de Carvalho foi constituído arguido devido à venda ao BPN de empresas do antigo Instituto de Participações do Estado, onde foi administrador.
Quanto aos dois outros novos arguidos, a estação televisiva identifica-os como dois empresários do ramo imobiliário, um deles sócio do antigo ministro, e o outro ligado ao turismo.
Notícia actualizada às 8h30