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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

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Respeito pelas instituições é “um princípio sagrado da democracia”, diz PR
Cavaco junta-se à "indignação" manifestada por partidos sobre comportamento de Pinho
03.07.2009 - 13h20
Por Lusa 
Nuno Ferreira Santos (arquivo)
Para Cavaco, o que ontem se passou na AR “foi grave”
O Presidente da República juntou-se hoje à “indignação” manifestada pelos partidos relativamente ao comportamento do ex-ministro da Economia no debate do Estado da Nação, sublinhando que o respeito pelas instituições é “um princípio sagrado da democracia”.

“Eu pouco acrescentaria à indignação que foi manifestada na Assembleia da República por parte de todos os grupos parlamentares e por parte do presidente da Assembleia da República, o que de alguma forma reflecte a gravidade daquilo que aconteceu e que justificou depois um pedido de desculpa por parte do senhor primeiro-ministro”, afirmou o chefe de Estado.

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, que falava aos jornalistas em Pinheiro da Cruz, depois de assistir a um exercício da Marinha, sublinhou ainda que “o respeito pelas instituições é um princípio sagrado da democracia”, considerando que todos os agentes políticos devem fazer “um grande esforço para a qualidade da democracia”.

“A Assembleia da República é a casa da democracia, todos devemos um grande respeito em relação à Assembleia da República”, enfatizou.

Questionado se a demissão do ex-ministro da Economia Manuel Pinho poderá criar um clima de instabilidade na sociedade, já que Portugal atravessa um período de crise, o chefe de Estado disse pensar que tal não irá acontecer.

“Não penso que assim seja, na medida em que imediatamente foi tomada uma decisão em substituir o ministro da Economia pelo ministro das Finanças”, declarou.

Por outro lado, acrescentou, a capacidade do agora ministro das Finanças e da Economia, Teixeira dos Santos, é reconhecida por todos, sendo com certeza capaz de “tomar conta das duas casas”.

“Vejamos como é que correm estes tempos que vão conduzir a uma escolha por parte dos portugueses, primeiro a 27 de Setembro e depois a 11 de Outubro”, acrescentou, reconhecendo, contudo, que “não foi positivo” que o final da legislatura tivesse ficado marcado por um episódio como o de quinta-feira.

“Não foi positivo, como toda a gente reconhece, que o fim de uma legislatura tivesse ficado marcado por esse acontecimento que ontem [quinta-feira] foi muito destacado”, disse.

O Chefe de Estado escusou-se, contudo, a fazer qualquer comentário se o comportamento de Manuel Pinho no debate do Estado da Nação e a sua posterior saída do Governo terão algum “peso político” para o primeiro-ministro.

“Essa é uma matéria que cabe ao senhor primeiro-ministro fazer todos os juízos que considera adequados. Não devo entrar em matérias que tenham um cariz de natureza partidária”, referiu, depois de antes já ter lembrado que a composição do executivo é uma decisão de José Sócrates.

Cavaco Silva revelou, porém, ter falado ainda na quinta-feira com o primeiro-ministro.
“Tivemos uma conversa”, afirmou.

Na quinta-feira, durante o debate do Estado da Nação, no Parlamento, Manuel Pinho fez um gesto considerado insultuoso, encostando os dois dedos indicadores à cabeça, simulando chifres.

No final do debate, o primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou que, na sequência desse incidente, Manuel Pinho tinha pedido a sua demissão e que esta fora aceite.

Notícia actualizada às 13h56
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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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