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G7 em versão informal
Os ministros das Finanças e os governadores dos bancos centrais dos Grupo dos Sete (G7) principais países com economias de mercado insdustrializadas posam para uma fotografia durante a reunião deste fim-de-semana no Canadá. Fotografia: Chris Wattie/Reuters.

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60 mil
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Relatório da OCDE
Portugal regressa à cauda da zona euro depois da crise
25.06.2009 - 07h29
Por Sérgio Aníbal 
Daniel Rocha/PÚBLICO (arquivo)
Previsões de Teixeira dos Santos já foram ultrapassadas
A seguir à crise internacional, Portugal poderá estar destinado a mais um período longo de divergência com o resto da Europa.

De acordo com as previsões ontem apresentadas pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, depois de este ano se contrair 4,5 por cento (melhor que os 4,8 por cento da zona euro), Portugal vai voltar a divergir dos seus parceiros logo em 2010 e registará, nos sete anos seguintes, um desempenho médio bastante pior que o resto da zona euro.

Ou seja, se as previsões da OCDE se vierem a confirmar, depois de fazer face aos efeitos da crise internacional, a economia portuguesa deverá, nos anos seguintes, voltar a revelar debilidades estruturais profundas que a colocarão a crescer, por bastante mais tempo, a um ritmo inferior ao do resto do continente.

Logo em 2010, diz a entidade sedeada em Paris, Portugal irá mostrar uma retoma mais modesta que os seus parceiros. A variação do PIB ainda será negativa, na ordem dos 0,5 por cento. Entre os países da zona euro, apenas as economias a braços com um rebentamento de uma bolha especulativa imobiliária - a Espanha e a Irlanda - terão um pior resultado.

E depois, para o período de 2011 a 2017, a OCDE prevê para Portugal uma taxa de crescimento médio anual de 1,5 por cento, o valor mais baixo entre 30 países que compõem a OCDE e claramente atrás dos 2,3 por cento projectados para a zona euro.

Nigel Pain, o economista da OCDE responsável pela análise de Portugal, explica, em declarações ao PÚBLICO, que esta projecção de médio prazo tão negativa para a economia nacional se deve às debilidades que ainda subsistem no país. "Há necessidade de reformas estruturais para alterar a situação", afirma, salientando questões como a da qualificação da população, o nível de inovação e investigação, os custos administrativos e a concorrência nas indústrias de rede, como as telecomunicações e a electricidade.

No relatório ontem publicado, é ainda defendido que "é necessária a concretização de uma consolidação orçamental e a realização de reformas estruturais no médio prazo para aumentar as perspectivas de crescimento, reduzir o desemprego de longo prazo e ajudar as finanças públicas numa situação mais sustentável".



Crescimento potencial fraco

O problema português está também evidente nas novas projecções da OCDE para a variação do PIB potencial - o nível de produção que uma economia pode atingir se utilizar a sua capacidade em pleno, sem que haja uma subida da inflação.

Para Portugal, é calculado um valor médio para a variação do PIB potencial de apenas 0,2 por cento no perío-do de 2009 e 2010. Para o intervalo de 2011 a 2017, a subida é apenas para 0,7 por cento. Este é também o resultado mais modesto entre os 24 países analisados, ficando apenas próximo dos 0,8 por cento do Japão e dos 0,9 da Itália, duas outras economias com dificuldades em encontrarem uma dinâmica de crescimento positiva.

O resultado português está relacionado com um crescimento potencial da produtividade muito baixo e uma evolução do emprego também muito negativa.

Com taxas de crescimento tão baixas durante um período tão longo de tempo, Portugal terá também de se habituar a taxas de desemprego elevadas. A OCDE antevê que para 2010, a seguir ao auge da crise, a taxa de desemprego ultrapasse os 11 por cento e que, depois, a recuperação do mercado de trabalho seja lenta, apontando para uma taxa de oito por cento em 2017. O valor é mais baixo que o da média europeia, mas ainda bastante mais elevado do que o que tem sido norma em Portugal nas últimas décadas.

Hoje, na reacção às previsões da OCDE, o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, centrou-se na situa-ção actual, salientando o facto de a economia portuguesa estar a sofrer uma contracção menos severa do que a média dos outros países da moeda única. "No quadro negativo do crescimento e do agravamento do desemprego, Portugal terá, apesar de tudo, um desempenho um pouco mais favorável que o desempenho médio da zona euro, quer em termos de quebra de crescimento, que não é tão acentuada como na média da zona euro, quer em termos do desemprego, que também estará abaixo da média que é prevista para a zona euro".
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"O Plano de Estabilidade e Crescimento e as autoridades europeias fracassaram quando foram complacentes com o seu não-cumprimento. Não agora, mas durante o 'bom tempo' económico."
Vítor Bento, jornal "Público", 8-2-2010
 

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