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G7 em versão informal
Os ministros das Finanças e os governadores dos bancos centrais dos Grupo dos Sete (G7) principais países com economias de mercado insdustrializadas posam para uma fotografia durante a reunião deste fim-de-semana no Canadá. Fotografia: Chris Wattie/Reuters.

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60 mil
portugueses perderam o seu posto de trabalho na construção civil espanhola. Em 2008 eram cerca 90 mil, actualmente caíram para 30 mil. E o Sindicato dos Trabalhadores da Construção do Norte estima que fiquem apenas 15 mil, esperando mais despedimentos devido à grande queda no mercado imobiliário do país vizinho.
 

Todos os destaques do mundo dos negócios e da Bolsa.
 

 

 
Previsões da OCDE
Portugal recua 4,5 por cento em 2009 e desemprego atinge os 11,2 por cento em 2010
24.06.2009 - 09h34
Por PÚBLICO 
Daniel Rocha/PÚBLICO (arquivo)
Previsões do Governo são as mais optimistas de todas
A economia portuguesa deverá recuar 4,5 por cento este ano e em 2010 continuará em terreno negativo, segundo o Outlook da OCDE divulgado hoje. Com a economia em recessão, o desemprego deverá atingir os dois dígitos: em 2009, a taxa de desemprego deverá subir para os 9,6 por cento para no ano seguinte chegar aos 11,2 por cento.

As novas previsões da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) apontam ainda para que a economia portuguesa não volte a terreno positivo em 2010, ano em que deverá registar um recuo de 0,5 por cento. Os dados da organização sediada em paris aponta para que o défice orçamental português atinja os 6,5 por cento este ano e no próximo e que a taxa de inflação seja negativa em 2009 (-0,2 por cento) e volte a valores positivos (1 por cento) em 2010.

As mais pessimistas de todas as previsões
As previsões publicadas hoje pela OCDE são as mais pessimistas até ao momento quando se revêm as previsões de outras instituições internacionais, mas também nacionais. Por outro lado, 'pintam' um cenário bastante mais negro daquele que é previsto pelo Governo.

De facto, na última revisão de previsões feitas pela equipa liderada pelo ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, o Governo apenas previa uma contração da economia em 2009 de 3,4 por cento, ou seja, menos 1,1 pontos do que a previsão agora avançada pela OCDE.

A previsão do Governo é, aliás a mais optimista de todas já que o Banco de Portugal prevê uma contracção de 3,5 por cento para o corrente ano.

E do lado das restantes previsões de órgãos internacionais, todas são ultrapassadas pela actual estimativa da OCDE. O Fundo Monetário Internacional (FMI), por exemplo, prevê que a economia nacional recue 4,1 por cento este ano e 0,5 no próximo. Já a Comissão Europeia aponta para uma quebra do PIB de 3,7 por cento em 2009 e de 0,8 por cento em 2010. Ao nível do desemprego, também as previsões da OCDE são as mais pessimistas. O FMI prevê que a taxa de desemprego chegue aos 11 por cento em 2010 depois de atingir 9,6 por cento este ano e a Comissão Europeia aponta para taxas de desemprego de 9,1 e 9,8 por cento, respectivamente este ano e no próximo.

Défice orçamental de 6 por cento em 2009 e 2010

A “recessão profunda” em que Portugal caiu fará com que a posição orçamental do Estado se deteriore “significativamente em 2009”. O défice orçamental deverá situar-se acima dos 6 por cento do Produto Interno Bruto tanto em 2009 como em 2010. Apesar de maior parte deste défice se dever a razões conjunturais, a OCDE assinala que o elevado e crescente défice estrutural e a dívida pública significam que um plano de médio prazo para a consolidação orçamental é “crítico”, como forma de reforçar as perspectivas de crescimento económico e reduzir o desemprego.

Consumo privado deve cair 2,4 por cento em 2009

A OCDE prevê que a retracção da procura interna se faça tanto no investimento - pelo aperto das condições financeiras - como no consumo privado, em resultado do crescimento do desemprego e do aprofundamento da recessão. O investimento deverá cair 18,7 por cento e o consumo privado 2,4 por cento. E o Estado pouco atenuará a situação, já que se espera que os gastos públicos subam apenas 0,4 por cento. Assim sendo, a procura interna deverá cair 5,3 por cento em 2009.
Em 2010, a OCDE prevê que a procura interna pouco mude face ao cenário de 2009. A previsão é de um recuo de 0,2 por cento. Isto é, uma estabilização da situação depressiva. E o mesmo se passará no consumo privado. O investimento privado deverá cair ainda um pouco mais - menos 1,2 por cento.
Nas contas externas, a situação é em tudo semelhante. Prevê-se que as exportações caiam 21,5 por cento em 2009 e 1,2 por cento em 2010. E as importações - arrastadas pelas quebras do investimento e do consumo - deverão cair igualmente 21,1 por cento em 2009 e não crescer em 2010 (menos 0,1 por cento).
O défice da balança de transações correntes, se melhora em 2009 face a 2008 (de menos 12,1 para 9,5 por cento do PIB), deverá voltar a agravar-se em 2010 - para 10,7 por cento do PIB

Riscos diversos

A OCDE abre a possibilidade para um cenário mais pessimista e outro mais optimista.
O maior risco surge do facto de a recessão poder deteriorar as contas da banca e da deterioração das contas públicas poder levar a que os mercados exijam custos mais elevados para a emissão de dívida pública, o que tenderá a agravar os encargos do Estado com essa emissão e condicionar a margem orçamental para combater a recessão.
Mas por outro lado, a OCDE antevê que possa verificar-se uma maior atenuação dos apertos dos mercados financeiros e se verifique uma recuperação dos principais parceiros comerciais de Portugal mais forte do que previsto. Nesse caso, é de esperar que a retoma económica se faça de forma mais rápida do que o cenário base traçado.


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"O Plano de Estabilidade e Crescimento e as autoridades europeias fracassaram quando foram complacentes com o seu não-cumprimento. Não agora, mas durante o 'bom tempo' económico."
Vítor Bento, jornal "Público", 8-2-2010
 

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