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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

 
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É o valor, em mil milhões de euros, que atinge o crédito incobrável no segmento dos particulares em Portugal
 

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Defende Mira Amaral
António de Sousa "não é prestigiado nem consensual" para liderar a APB
24.06.2009 - 07h30
Por Cristina Ferreira 
O ex-presidente da Caixa Geral de Depósitos e actual líder do banco BIC, Mira Amaral, contestou ontem, em declarações ao PÚBLICO, a indicação de António de Sousa para liderar a Associação Portuguesa de Bancos (APB). "Não é prestigiado nem consensual para o cargo", afirmou.

Mira Amaral defende que na passagem pelo sector bancário (liderou a Caixa Geral de Depósitos), António de Sousa não revelou "uma performance aceitável" e como governador do Banco de Portugal "esteve calado no período mais agudo do despesismo do Governo Guterres, em que deveria ter usado a independência do banco para que o governador fosse uma voz forte em termos de magistratura de influências". Ao ter "mantido um silêncio ensurdecedor", salienta o ex-ministro da Indústria de Cavaco Silva, "fez com que estejamos "todos a pagar a factura". "

Sousa foi indicado pelo BES e pelo BCP para substituir João Salgueiro e recebeu luz verde da CGD, do Santander e do BPI.

António de Sousa e Mira Amaral, partilharam a gestão da CGD, mas acabaram por se incompatibilizar, o que levou à saída do ex-ministro da Indústria. "Quando fui convidado pela dr.ª Ferreira Leite [na altura ministra das Finanças], ela pediu-me expressamente para estabilizar a administração da CGD, pois o professor Sousa não dava conta do recado."

Enquanto CEO da CGD, António de Sousa manteve um braço-de-ferro com dois administradores do banco, Almerindo Marques, actual presidente das Estradas de Portugal, e Tomás Correia, presidente do Montepio Geral, que acabariam por deixar o banco. Ambos chegaram mesmo a denunciar actos de gestão de António de Sousa, nomeadamente um financiamento de 75 milhões de euros concedido a Armando Martins, do grupo Fibeira.

"Quando me falaram pela primeira vez, disseram-me que quem ia para a APB era Pedro Rebelo de Sousa, que considerei uma boa solução", conta Mira Amaral. "Mais tarde soube que alguns banqueiros o contestaram, evocando um conflito de interesses, dado que ele estava à frente de um gabinete de advocacia". "Fiquei surpreendido quando soube que o nome era afinal o do professor Sousa, que representa em Portugal o banco norte-americano JP Morgan e está ligado a um fundo de private equity alavancado em bancos portugueses." "Não percebo por que é que com Rebelo de Sousa houve conflito de interesses e com o professor Sousa não há."
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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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