| Daniel Rocha/PÚBLICO (arquivo) |
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| Futuro da Autoeuropa volta a complicar-se |
Os trabalhadores da Autoeuropa chumbaram hoje a proposta de acordo com a administração que havia sido alcançada pela Comissão de Trabalhadores.
Foram apenas 129 os votos que ditaram o chumbo do pré-acordo que havia sido conseguido entre a Comissão de Trabalhadores e a fábrica de palmela, mas foram votos suficientes para deixar a Autoeuropa com um futuro mais uma vez incerto.
O plenário de trabalhadores não deixou, no entanto margem para dúvidas. Os 1381 votos contra foram suficientes para recusar o princípio de acordo que havia sido alcançado, já que apenas 1252 funcionários disseram "sim" á proposta. Houve ainda 28 votos brancos e sete votos ulos.
Ontem, em entrevista à SIC, o presidente da Aicep, Basílio Horta, admitiu que a maior fábrica portuguesa de carros "correu o risco" de fechar. E porque é que não fechou? Porque o acordo alcançado entre a Comissão de Trabalhadores e a administração liderada pelo director-geral da VW Autoeuropa, Andreas Hinrichs, tinha afastado esse cenário.
Na entrevista à SIC, e quando questionado se a Autoeuropa esteve prestes a fechar portas, Basílio Horta respondeu que "a certa altura correu esse risco".
Basílio Horta saúda, por isso, o pré-acordo entre a comissão de trabalhadores.
"Não foi feito [saída da Autoeuropa] pela posição que a administração e os trabalhadores tiveram", disse o presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (Aicep).
Em causa está uma nova organização do tempo de trabalho, nomeadamente uma maior flexibilidade dos trabalhadores nos tempos de crise.
Recorde-se que a Autoeuropa chegou a colocar a hipótese de deslocalizar a produção em Portugal para uma fábrica na Alemanha.
O PÚBLICO está a tentar contactar António Chora, presidente da Comissão de Trabalhadores, e fonte oficial da fábrica de Palmela a fim de obter reacções a este chumbo.
Notícia actualizada às 22.12 horas. Continua em actualização