A firma JP Sá Couto, que produz o computador Magalhães, foi alvo de buscas por parte das autoridades judiciais por suspeitas de fraude fiscal, avançou a SIC Notícias, que obteve também uma confirmação da presença das autoridades da parte do administrador da empresa, João Paulo Sá Couto.
Aquela estação de televisão explica que, nas instalações da empresa, em Matosinhos, esteve uma equipa da Polícia Judiciária composta por três agentes, e ainda um funcionário das Finanças, que, segundo disse a empresa à Lusa, deixaram o local por volta do meio-dia.
A empresa disse entretanto em comunicado que a PJ e as Finanças terão ido à empresa para recolher elementos contabilísticos de 2001, 2002 e 2003.
João Paulo Sá Couto, que é arguido no processo, adiantou que esses elementos já tinham sido recolhidos há uns anos, mas que a falta de validade jurídica leva a que voltem agora a ser reunidos. Disse também que não cometeu “qualquer crime”, está de “consciência tranquila” e aguarda “serenamente” o julgamento.
Processo de 2005 sobre fraude fiscal com IVAFoi uma “mera visita de rotina relacionada com um processo de fraude fiscal que data de 2005”, explicou à Lusa uma das responsáveis pela assessoria de imprensa da empresa.
A empresa explicou em comunicado que todos os documentos agora solicitados foram prontamente disponibilizados e que manteve o normal funcionamento durante a presença das autoridades.
O caso envolve várias empresas que estão ser investigadas por um esquema de fraude fiscal com IVA, no qual o Estado terá sido lesado em cinco milhões de euros.
A JP Sá Couto foi no primeiro trimestre do ano a maior empresa de computadores no mercado português, com as vendas a crescerem 1308,5 por cento impulsionadas pelo portátil Magalhães, segundo um estudo da empresa de análise IDC.
Notícia actualizada às 14h42