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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

 
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Caso BPN
Vítor Constâncio afirma que os deputados são ignorantes
15.06.2009 - 17h34
Por Cristina Ferreira, Ana Brito 
Rui Gaudêncio/PÚBLICO (arquivo)
Constâncio e Nuno Melo continuam a trocar acusações
Vítor Constâncio, Governador do Banco de Portugal (BdP), considerou que os deputados da Comissão de Inquérito parlamentar falam com "ignorância" dos factos relacionados com a supervisão, designadamente ao confundirem "situação líquida, com liquidez".

Em respostra ao deputado do PP, Nuno Melo, com quem mantém um diálogo aceso há quase duas horas, o líder do Banco de Portugal disse: "É a sua ignorância" ter feito a "campanha [eleitoral para as europeias] a papaguear os 2,5 mil milhões [os fundos que o Estado já injectou no BPN].

Nuno Melo reagiu: "O sr. governador pode baixar o nível ao vir à Comissão de Inquérito chamar ignorantes aos deputados", mas isso "é consigo".

Constâncio disse que "não se tratava de uma ofensa" pois estão em causa matérias relacionadas com a supervisão financeira. Melo sublinhou: "O sr. Governador é que é o inteligente da companhia."

"Há momentos em que fico muito satisfeito por não ser advogado", afirmou Vítor Constâncio, contestando "a verborreia" usada no quadro da Comissão de Inquérito parlamentar à supervisão do BPN.

O líder do Banco de Portugal (BdP) acusou o deputado do PP, Nuno Melo, de se preocupar com detalhes que não têm "qualquer relevância".

Para o governador do Banco de Portugal não interessa quem determinou em primeiro lugar a auditoria externa ao BPN, se foi a supervisão ou se foi Miguel Cadilhe (ex-CEO do BPN). Os deputados fazem os malabarismos com aspectos formais", disse Constâncio, acrescentando: "a mim o que me interessa é a substância".

O que é relevante, no entender do governador, é que a auditoria externa ao BPN (que ajudou a apurar as ilicitudes) foi realizada.

Estas declarações surgem depois de Nuno Melo ter recordado que Miguel Cadilhe defendeu na comissão de inquérito que foi a sua equipa de gestão que decidiu realizar a auditoria, enquanto o vice-governador do BdP, Pedro Duarte Neves, disse na mesma comissão que a iniciativa partiu da supervisão

Actualizado às 17:00 horas
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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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