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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

 
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É o valor, em mil milhões de euros, que atinge o crédito incobrável no segmento dos particulares em Portugal
 

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Conferência
Constâncio diz que banca resistiu bem, mas crise internacional ainda não terminou
02.06.2009 - 17h38
Por Cristina Ferreira, Ana Brito 
O governador do Banco de Portugal (BdP), Vítor Constâncio, defende que o sistema bancário português resistiu à crise bancária internacional, mas admite que esta ainda não terminou.

“Em Portugal não tivemos uma crise bancária, como aconteceu noutros países europeus, mas a história ainda não acabou totalmente”, disse Vítor Constâncio durante a sua intervenção na abertura da conferência promovida pela APB, sobre “Os bancos e o financiamento da economia”.

O supervisor também se referiu as casos do BPN e BPP para dizer que “os problemas que temos tido com dois pequenos bancos” não afectaram a percepção do risco do sistema bancário português.

Apesar de uma intensa "discussão interna sobre o tema", até porque "há muitos interesses envolvidos", Constâncio considera que as situações do BPN e BPP em nada perturbaram a solidez e credibilidade do sistema financeiro português.

Uma afirmação em linha com as conclusões do boletim do Banco de Portugal publicado em Maio. Para o Governador, os problemas registados à volta do BPN, alvo de nacionalização, e do BPP, sob intervenção do BdP, não envolvem risco sistémico.

Vítor Constâncio diz que o “modelo de banca de investimento centrada na inovação permanente” foi posto em causa pela crise financeira. Mas isso não significa um regresso ao maior peso da banca na intermediação financeira, considera o supervisor. Para o Governador do Banco de Portugal “o recurso ao mercado de capitais” como meio de financiamento das empresas “voltou”. A titularização também vai regressar, mas com “menor expressão e com recurso a produtos mais simples”, disse Constâncio.

Actualizada às 17.40 horas
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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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