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Os ministros das Finanças e os governadores dos bancos centrais dos Grupo dos Sete (G7) principais países com economias de mercado insdustrializadas posam para uma fotografia durante a reunião deste fim-de-semana no Canadá. Fotografia: Chris Wattie/Reuters.

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60 mil
portugueses perderam o seu posto de trabalho na construção civil espanhola. Em 2008 eram cerca 90 mil, actualmente caíram para 30 mil. E o Sindicato dos Trabalhadores da Construção do Norte estima que fiquem apenas 15 mil, esperando mais despedimentos devido à grande queda no mercado imobiliário do país vizinho.
 

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Caso BPN
Oliveira e Costa acusa Dias Loureiro de ter mentido
27.05.2009 - 07h29
Por Cristina Ferreira, Ana Brito 
Nuno Ferreira Santos/PÚBLICO (arquivo)
Dias Loureiro foi ontem desmentido por Oliveira e Costa
Manuel Dias Loureiro, ex-ministro da Administração Interna de Cavaco Silva e membro do Conselho de Estado, mente quando diz que foi ao Banco de Portugal (BdP) para se queixar da gestão de Oliveira Costa. A afirmação partiu do ex-presidente do grupo SLN/BPN, José Oliveira Costa que adiantou que quem fala verdade é o ex-vice-governador do BdP, António Marta.

"A verdade está com António Marta", assegurou ontem o antigo presidente do BPN aos deputados da comissão de inquérito. Quando foi ouvido pelos deputados, Marta explicou-lhes que na reunião com Dias Loureiro este foi queixar-se de o Banco de Portugal estar "sempre em cima" do BPN e não manifestar preocupação com a gestão do banco.

Numa audição marcada por vários comentários irónicos e bem-humorados do antigo banqueiro, que se encontra em prisão preventiva, Oliveira e Costa explicou que soube da visita de Dias Loureiro ao Banco de Portugal com antecedência, mas garantiu ter desaconselhado esta iniciativa. Acusando o conselheiro de Estado de ter baseado a sua versão dos factos (sobre a ida ao Banco de Portugal) numa "atitude de descarada deslealdade", Oliveira e Costa disse ainda que Dias Loureiro sofre de "uma problemática do ego" e acusou-o de várias atitudes de sobranceria na sua passagem pelo grupo SLN/BPN.

O antigo banqueiro contou que Dias Loureiro, aquando da sua entrada no grupo, como administrador executivo da SLN, terá dito a "uma conhecida figura pública que dentro de seis meses seria presidente do grupo". Porém, quando confrontado com o facto de esse desfecho não ter ocorrido, Dias Loureiro terá respondido que "Oliveira e Costa era muito centralizador", contou o antigo banqueiro aos deputados, acrescentando que a intenção de Dias Loureiro era vender o grupo a um banco espanhol, a Caixa Galicia.

Oliveira e Costa assegurou, ainda, que se não fosse a Biometrics, o famoso negócio ruinoso de Porto Rico, não haveria investigação à SLN/BPN. Em causa está a operação promovida por Dias Loureiro e que contou, do lado vendedor, com o libanês Al Assir. "Se não aparecesse o raio do negócio da Biometrics, hoje não estaríamos aqui", concluiu Oliveira Costa.

Apesar de, na véspera, ter tido um pico de tensão que levou a que a sua condição física fosse reavaliada e pusesse em causa a sua ida ontem à comissão de inquérito, o ex-banqueiro mostrou-se particularmente descontraído, principalmente no período de perguntas e respostas dos deputados. Oliveira e Costa fez-se acompanhar de dois advogados que se sentaram a seu lado, um deles Leonel Gaspar, e que o aconselharam a não aprofundar determinados temas, nomeadamente sobre o Banco Insular, pagamentos não documentados a colaboradores e o negócio de Porto Rico. Matérias que já referiu ao Ministério Público.

A sessão, marcada para as 16h, que começou com 40 minutos de atraso, ainda decorria já passava das 22h. Oliveira e Costa disparou acusações. E referiu que foi "lorpa" por ter confiado nas pessoas.



"Veja lá como me trata"

O antigo presidente do banco nacionalizado disse que percebeu que Dias Loureiro não tinha qualquer interesse em abandonar a SLN quando lhe comunicou que não tinha intenção de lhe renovar o seu mandato. Nessa altura, adiantou Oliveira Costa, Dias Loureiro respondeu-lhe: "Veja lá como é que me trata. Porque quando me hostilizam eu não sou para brincadeiras."

Oliveira Costa afirma que lhe terá dito: "Não percebo o seu tom", e aconselhado a cumprir o resto dos dias fora da sede. Ao que Loureiro terá respondido: "Óptimo, porque na sede não aceitaria ficar", relatou Oliveira e Costa.

O ex-presidente do BPN afirmou ainda que "Dias Loureiro começou no BPN como acabou, a criar problemas, mas negando sempre estar envolvido na sua génese", concluiu.

"Eu recusei um prémio de um milhão de euros por entender que o grupo não estava em condições de mo entregar", frisou, confrontado com as declarações de Hector Hoyos, um dos sócios da empresa de Porto Rico, sobre o pagamento de comissões. E rejeitou quaisquer alegados pedidos de suborno relatados pelo empresário.
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"O Plano de Estabilidade e Crescimento e as autoridades europeias fracassaram quando foram complacentes com o seu não-cumprimento. Não agora, mas durante o 'bom tempo' económico."
Vítor Bento, jornal "Público", 8-2-2010
 

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