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G7 em versão informal
Os ministros das Finanças e os governadores dos bancos centrais dos Grupo dos Sete (G7) principais países com economias de mercado insdustrializadas posam para uma fotografia durante a reunião deste fim-de-semana no Canadá. Fotografia: Chris Wattie/Reuters.

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60 mil
portugueses perderam o seu posto de trabalho na construção civil espanhola. Em 2008 eram cerca 90 mil, actualmente caíram para 30 mil. E o Sindicato dos Trabalhadores da Construção do Norte estima que fiquem apenas 15 mil, esperando mais despedimentos devido à grande queda no mercado imobiliário do país vizinho.
 

Todos os destaques do mundo dos negócios e da Bolsa.
 

 

 
Relatório do IMD sobre a competitividade das economias
Portugal está mais competitivo mas com menos resistência para enfrentar a crise
20.05.2009 - 07h42
Por Luísa Pinto 
Portugal aumentou a competitividade da sua economia, mas está com muito menor capacidade para resistir às adversidades da conjuntura económica.

Pode parecer um contra-senso, mas as razões estão fundamentadas nos indicadores que são anualmente apreciados pelo IMD, um organismo com sede em Lausanne, na Suíça, e que pelo vigésimo ano consecutivo produziu o World Competitiveness Yearbook, um relatório onde são posicionadas, em termos de competitividade, as economias de 57 países em todo o mundo.

De acordo com o estudo, Portugal tem vindo a aumentar a competitividade da sua economia nos últimos três anos, chegando em 2009 à 34.ª posição - em 2008 era 37.º e em 2007 39.º. Este ranking pretende responder à questão de como é que os países e as empresas estão a gerir a totalidade das suas competências para atingir uma maior prosperidade, e é calculado através da análise de quatro factores de competitividade distintos: desempenho económico, nível de infra-estruturas, eficiência empresarial e eficiência do Governo.

A melhor performance de Portugal foi ao nível das infra-estruturas, onde subiu quatro lugares, para a 28.ª posição; mais modesto foi o desempenho económico, onde passou do 44.º para o 42.º (graças aos números da inflação e às receitas do turismo) e a eficiência empresarial, que se manteve ao mesmo nível, no 43º lugar; a pior performance foi ao nível da eficiência do Governo, com os custos dos despedimentos e a dívida pública a empurrarem a descida de dois lugares na tabela. Está em 29.º lugar.

No cômputo geral, Portugal continua abaixo de países como a Eslovénia e a Eslováquia, que ocupam respectivamente as 32.ª e 33.ª posições, mas que consegui ultrapassar Espanha, que está em 39.º lugar. Em termos de países europeus, a competitividade nacional ultrapassa ainda a Itália, que aparece em 50.º lugar e a Grécia, que está em 52.º lugar. Na liderança deste ranking permanecem Estados Unidos, Japão e Reino Unido, os países nórdicos, a Suíça, e pequenas economias abertas como Hong Kong e Singapura.

Como resistir à crise

O IMD também analisou a capacidade dos países enfrentarem dificuldades conjunturais, para perceber quais deles estão melhor preparados para ultrapassar a crise e se tornarem mais competitivos num futuro próximo. A análise destes critérios atirou a economia americana, que se mantém como a mais competitiva do mundo, para o 28.º lugar dos países melhor preparados para enfrentar a crise. O mais preparado do mundo é a Dinamarca.

O teste de resistência da economia atirou Portugal para a 42.ª posição do ranking geral, posicionando-se atrás do México e da Lituânia, mas acima de Espanha, França e Rússia. Portugal demonstra uma pior preparação no factor empresas (está no 50.º lugar) e no das previsões económicas (47.º lugar).

a Foi lá que começou a crise e será dos Estados Unidos que virá a mensagem mais credível sobre o fim da recessão económica que o mundo atravessa.

O director do IMD, o instituto suíço que organiza o relatório mundial da competitividade dos países, Stephane Garelli, diz que até podem haver sinais de crescimento noutras economias, nomeadamente na China, mas "deverão ser os Estados Unidos quem vai dizer ao mundo que o pior já passou".

Stephane Garelli acredita que os primeiros sinais da retoma vão aparecer nas estatísticas do primeiro trimestre de 2010. E acrescenta que devido "à sua rigidez estrutural a Alemanha, o Japão e a Suíça deverão ser os últimos a recuperar".

O presidente do IMD descarta a hipótese de estar em curso uma grande depressão, já que não espera quebras de riqueza na ordem dos dez por cento, ou que a recessão dure mais de três anos. Mas antevê períodos difíceis, que inclui deflação em alguns países, e elevadas taxas de desemprego.

O teste de resistência feito pelo IMD demonstra que são as nações mais pequenas, orientadas para as exportações e com um ambiente sociopolítico estável que poderão beneficiar de uma forma mais imediata duma recuperação económica.
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"O Plano de Estabilidade e Crescimento e as autoridades europeias fracassaram quando foram complacentes com o seu não-cumprimento. Não agora, mas durante o 'bom tempo' económico."
Vítor Bento, jornal "Público", 8-2-2010
 

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