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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

 
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É o valor, em mil milhões de euros, que atinge o crédito incobrável no segmento dos particulares em Portugal
 

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Empresas em situação considerada "dramática"
AEP defende renacionalização de uma seguradora de crédito para salvar as exportações
06.05.2009 - 13h07
Por Rosa Soares 
Nuno Ferreira Santos (arquivo)
A associação diz que se Portugal não conseguir aumentar as expotações é a própria continuação de país na moeda única que pode estar em causa
As empresas exportadoras continuam a não ter acesso aos seguros de crédito que sustentem as vendas ao estrangeiro e a única solução rápida para desbloquear a situação passa pela renacionalização de uma seguradora de crédito, defende a Associação Empresarial de Portugal.

A proposta da AEP visa dar resposta a uma situação empresarial que diz ser "dramática". A associação diz que se Portugal não conseguir aumentar as expotações é a própria continuação de país na moeda única que pode estar em causa.

As sucessivas medidas do Governo para desbloquear os seguros de crédito fracassaram totalmente, e muitas empresas estão a adiar as exportações e outras a assumir o risco total, garante José António Barros, presidente da AEP. “O Governo tem de ir mais longe”, diz o dirigente associativo, considerando que a solução mais rápida é a da renacionalização de uma grande companhia a operar no mercado, processo que, defende, estará concluido entre 15 e 30 dias, “se houver vontade política."

José António Barros explicou que montar uma empresa de raiz é impensável, porque o instrumento mais importante é uma boa base de dados, que permita dar informação segura sobre o risco dos compradores. Assim, a solução passa por tomar uma das cinco ou seis empresas de garantia de crédito a operar em Portugal.

O líder da AEP não quis referir nomes, mas o da COSEC é incontornável, por ter capitais nacionais. Esta empresa, adquirida pelo BPI no âmbito de um processo de privatização, faz seguros para países da OCDE, destino da maioria das exportações nacionais, e para fora da OCDE.

A proposta da renacionalização tem vindo a ser debatida no seio da AEP e baseia-se no caso francês, onde uma empresa pública está a prestar os seguros de crédito às empresas.

A última proposta do Governo era a de o Estado garantir 60 por cento da cobertura de risco das vendas e os empresários assumirem os restantes 40 por cento. Com esta solução extrema, e tomada perante a redução a zero do seguro de crédito de muitos empresários, as seguradoras só tinham de emitir ou avaliar o risco do cliente comprador, com base nas bases de dados de que dispõem. É essa tarefa, a de avaliação do risco, que as seguradoras não estão a fazer, por razões que não são totalmente claras.

O líder da AEP relacionou, ainda, o aumento das exportações com a necessidade de aumentar a competitividade, muito afectada pelo aumento dos salários reais. “A moderação salarial é uma exigência absoluta”, disse, considerando “um péssimo exemplo o do Governo, de aumentar a função pública quando se sabia que a inflação era quase zero.


Notícia actualizada às 13h50
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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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