| Paulo Ricca (arquivo) |
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| Até 2012, o empresário paga juros ao BCP, mas não amortiza capital |
Joaquim Oliveira, proprietário da Controlinveste, um dos maiores grupos de comunicação social do país, vai ter mais três anos de período de carência no empréstimo de cerca de 300 milhões de euros contraído junto do Banco Comercial Português (BCP).
Para além do "Jornal de Notícias" e do "Diário de Notícias", o grupo de Oliveira detém a rádio TSF, o jornal "O Jogo", e o "24 Horas".
O acordo com a gestão do BCP, liderada por Carlos Santos Ferreira, foi concluído nos últimos dias. O banco aceitou alargar o período de carência da dívida até 2012 - neste período o empresário paga juros, mas não amortiza capital.
O empresário financiou-se, em 2006, junto da instituição financeira, para adquirir o grupo de comunicação social Lusomundo. A Controlinveste possui ainda a SporTV em parceria com a Zon.
Há três anos, Joaquim Oliveira pediu emprestados ao Banco Comercial Português cerca de 300 milhões de euros, tendo ficado acordado um período de carência até 2009, num processo de pagamento do crédito de longo prazo.
O empresário da área da comunicação social entregou ao BCP garantias reais, designadamente os seus activos da área da comunicação social e os imóveis onde estão instalados o Diário de Notícias- em Lisboa na Avenida da Liberdade - e o Jornal de Notícias - na Rua Gonçalo Cristóvão.
Para além dos activos na comunicação social, o crédito está ainda sustentado em armazéns situados nos arredores do Porto e em títulos cotados.
Joaquim Oliveira é accionista de referência da Zon, onde detém 3,71 por cento do capital, e da Portugal Telecom, onde possui uma participação de 2,17 por cento.
A família Oliveira avançou ainda com garantias pessoais para sustentar o financiamento. Segundo o PÚBLICO apurou, o empresário que domina a Controlinveste sempre tem comprido com as responsabilidades assumidas junto do Banco Comercial Português.
No quadro da actual crise financeira e económica que tem originado uma queda das receitas de publicidade, a Controlinveste avançou com despedimentos colectivos que abrangeram mais de uma centena de trabalhadores dos seus vários órgãos de comunicação social. A Controlinveste tem a sua origem na Olivedesportos, empresa fundada por Joaquim Oliveira e o irmão, António, que depois vendeu a sua participação.