• 21 de Novembro de 2009
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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

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Avisa o director do FMI, numa conferência na Tanzânia
Economia mundial poderá contrair-se pela primeira vez em mais de 60 anos
10.03.2009 - 11h16
Por Eduardo Melo, Agências 
Carlos Lopes (arquivo)
O comércio mundial está em contenção
O crescimento mundial poderá ser pela primeira vez em mais de 60 anos negativo este ano e os efeitos da crise serão particularmente severos em África, alertou hoje o director-geral do Fundo Monetário Internacional, Dominique Strauss-Kahn, numa conferência na Tanzânia, precisamente para avaliar o impacto da crise mundial no continente africano.

“O FMI prevê um crescimento mundial abaixo de zero este ano, o pior resultado alguma vez visto entre nós”, admitiu Strauss-Kahn, perante a plateia de líderes africanos em Dar es-Salaam.

As causas são já conhecidas e foram novamente relembradas pelo responsável do fundo: a degradação do ambiente financeiro mundial, associada ao agravamento da confiança das famílias e dos empresários, “mina a procura interna em todo o mundo”.

Há um mês, o FMI apontava ainda para um crescimento que poderia ser em redor de zero, mas à medida que as semanas passam e novos dados da realidade económica dos países são obtidos mais aproximada se torna a percepção da evolução mundial.

Para Strauss-Kahn, a previsão da Primavera do fundo, a divulgar em Abril, trará uma análise mais aprofundada desta perspectiva da economia mundial, sendo certo que apontará para “um crescimento negativo”.

No que respeita a África, a crise internacional irá afectar milhões de africanos e poderá reverter a aparente estabilidade em muitos dos seus países, avisa o mesmo responsável, antecipando uma diminuição das trocas comerciais no continente, a redução das remessas de emigrantes e a contenção do investimento estrangeiro.

Apesar desse cenário sombrio, o FMI antecipa para este ano um crescimento, ainda assim, de três por cento no continente africano, uma projecção bem pior do que os 5,4 por cento apurados um ano antes.
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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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