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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

 
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É o valor, em mil milhões de euros, que atinge o crédito incobrável no segmento dos particulares em Portugal
 

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Lucro da petrolífera dispara quase 200 por cento
Galp ganhou 105 milhões no final de 2008 com lento acerto no preço dos combustíveis
05.03.2009 - 09h47
Por Lurdes Ferreira 
Paulo Ricca (arquivo)
As descidas dos preços internacionais tardam a chegar aos postos de abastecimento
O lucro de 478 milhões de euros que a Galp Energia obteve em 2008 beneficiou da lentidão com que a petrolífera acertou os seus preços pelos valores internacionais nos últimos três meses do ano passado.

O lucro da Galp Energia no exercício de 2008 cresceu 14 por cento para 478 milhões de euros, anunciou ontem a petrolífera. Para este resultado contribuiu em muito o resultado do último trimestre de 2008, período em que a companhia registou um aumento de quase 200 por cento dos seus lucros, que foi de 125 milhões neste trimestre (mais 198,8 por cento).

Dois factores contribuíram fortemente para este comportamento: o chamado time lag, que é a diferença de tempo de acerto dos preços da petrolífera pelos valores internacionais e que permitiu à empresa encaixar 105 milhões de euros. O aumento das margens de refinação em 25 por cento, deu também mais 32 milhões de euros positivos à Galp.

O ganho registado pela petrolífera no acerto de preços dá razão às críticas que se ouviram na altura sobre a lentidão com que as petrolíferas estavam a actualizar os seus preços, numa fase em que os preços do petróleo caíam nos mercados internacionais.

Mesmo assim, a companhia liderada por Manuel Ferreira de Oliveira não vai aumentar o dividendo a distribuir aos accionistas, 32 cêntimos por acção. "O conselho de administração decidiu não aumentar o dividendo devido ao plano de investimento", explicou o presidente executivo em conferência de imprensa.

Em Outubro, a Galp já pagou um dividendo antecipado de 15 cêntimos e o restante deverá ser pago em Maio, tal como estava previsto.

Uma análise mais pormenorizada da actividade da empresa no ano passado permite constatar o "bom desempenho" do segmento de refinação/distribuição, que permitiu compensar a diminuição dos resultados do segmento de negócio de gás (o aumento das vendas de gás natural foi anulado pelo efeito da renegociação dos contratos de aquisição da matéria-prima), refere a empresa num comunicado divulgado através da Comissão de Mercado de Valores Mobiliários.

Na conferência de imprensa, Ferreira de Oliveira, afirmou que existem muitas alternativas para financiar os projectos da Galp, não rejeitando um aumento de capital.

"O aumento de capital é apenas uma de muitas opções para manter o rumo estratégico", afirmou o responsável na sequência da apresentação dos resultados de 2008. "Não faltam alternativas para financiar projectos rentáveis e há as mais variadas formas de o fazer", acrescentou Ferreira de Oliveira.

O mercado tem vindo a falar de diversas opções para financiar o plano de negócios da Galp Energia (que será apresentado hoje), como sejam a venda de activos e um aumento de capital. As alternativas para o financiamento do plano de investimento estão a ser estudados "há meses", referiu Ferreira de Oliveira.

"Temos todas as opções em aberto, desde que sejam consistentes com a estratégia que temos em curso", notou o presidente da Galp, garantindo que os dirigentes da empresa têm "a mente aberta" e querem "escolher o que for melhor para a Galp". "Os nossos accionistas de referência [a Amorim Energia e a ENI] apoiam-nos na totalidade do que estamos a fazer", disse ainda Ferreira de Oliveira.

As acções da Galp encerraram ontem a cair 0,7 por cento, para 8,4 euros, na Euronext Lisboa.

com Lusa

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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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