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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

 
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Cimeira europeia
Ministro das Finanças defende fim dos “off-shores” mas acha Madeira caso menos grave
01.03.2009 - 19h48
Por Lusa 
Pedro Cunha (arquivo)
Teixeira dos Santos substituiu José Sócrates num encontro de líderes dos 27 hoje em Bruxelas
O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, pronunciou-se hoje em Bruxelas pelo fim dos "off-shores", mas defendeu que o caso particular da Madeira é menos grave porque ainda há regras e Lisboa tem capacidade de supervisionar as suas operações.

"O que se faz na Madeira, se não existisse a zona franca da Madeira, ocorreria noutras praças ou noutros 'off-shores' necessariamente não transparentes", sublinhou Fernando Teixeira dos Santos, que substituiu o primeiro-ministro José Sócrates num almoço de trabalho entre os líderes dos 27.

Os chefes de Estado e de Governo da União Europeia concordaram com a necessidade de "obrigar" as zonas francas em todo o mundo "a cumprir as regras dos outros mercados". "Nós na Madeira ainda temos capacidade de supervisionar, ainda há regras, ainda há informação, ainda estamos menos mal", sublinhou o ministro das Finanças.

Para Teixeira dos Santos o problema dos "off-shores" é global e não específico de uma praça, tendo defendido que "a bem da transparência e da própria estabilidade dos mercados financeiros internacionais”, ficaríamos "bem melhor" se não houvesse essa realidade. "Acabar com os off-shores é obrigá-los a cumprir as regras dos outros mercados", concluiu.

Chamam-se habitualmente "off-shores" as contas e empresas abertas em paraísos fiscais, geralmente com o intuito de pagar-se menos impostos do que no seu país de origem. A grande maioria dos países que permitem a criação desse tipo de empresa anónima, ou a abertura desse tipo de contas bancárias anónimas fica em ilhas, (tais como as Bermuda, Jersey, Ilhas Cayman ou Madeira, para só citar algumas).

Os líderes europeus reuniram-se para examinar "as próximas etapas" da resposta dos 27 à crise financeira e económica e tentar resolver os sinais de divisão entre os Estados-membros sobre a questão.
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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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