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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

 
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É o valor, em mil milhões de euros, que atinge o crédito incobrável no segmento dos particulares em Portugal
 

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Comunicado do Ministério das Finanças
Governo não vai assumir responsabilidades do BPP perante “grandes fortunas”
23.02.2009 - 20h57
Por Romana Borja-Santos 
Daniel Rocha (arquivo)
Apesar disso, Teixeira dos Santos diz que vai assegurar os depósitos
O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, anunciou hoje, em declarações à RTP, que “a viabilidade do BPP não dependerá das decisões do Governo”. A tutela emitiu um comunicado onde explica que, a partir de agora, o Governo se vai excluir da promoção de uma solução para a gestão de carteiras de investimento da instituição por considerar que não deve utilizar “fundos públicos para solucionar um problema associado à gestão de fortunas pessoais”. Apesar disso, os depósitos estão assegurados, refere o ministério.

Ainda que o Governo compreenda que os clientes procurem defender os seus direitos, aconselha-os a fazerem-no junto do próprio Banco Privado Português, do Banco de Portugal ou dos tribunais. "O Governo entende que não cabe ao Estado substituir-se ao BPP ou aos seus accionistas na assumpção de responsabilidades decorrentes dessas relações contratuais, nem é adequada a utilização de fundos públicos para solucionar um problema associado à gestão de fortunas pessoais", explica um comunicado assinado por Teixeira dos Santos, citado pela Lusa.

Questionado no Telejornal sobre os valores que estão em jogo, o responsável pela pasta das Finanças sublinhou que “o Estado até ao momento fiou cerca de 450 milhões de euros” e que em termos globais no BPP estão em causa 3 mil milhões de euros – sendo que cerca de 1270 milhões, ou seja, 42 por cento, correspondem à gestão de grandes fortunas. Os depósitos serão assegurado com o aval avançado.

No que diz respeito aos 450 milhões de euros que o Estado já investiu assegurou: “O Estado recebeu uma garantia que cobre no fundo este aval que foi dado”. Segundo Teixeira dos Santos o BPP deu uma contra-garantia na ordem dos 580 milhões de euros, isto é, 130 milhões acima dos que foram avalizados para “acautelar os seus interesses patrimoniais e dos contribuintes”.

“Não há aqui uma relevância que possa ser comparada ao BPN”

Na opinião de Teixeira dos Santos a situação do BPP não se pode comparar à do nacionalizado Banco Português de Negócios (BPN), onde estavam em jogo 200 mil depositantes e 5 mil milhões de euros. “Estava em causa um montante muito mais substancial de depósitos, daí a intervenção do Estado”, sublinhou o ministro, que acrescentou que estava em causa “evitar uma situação de pânico bancário iminente”. E insistiu: “O caso do BPP é bem mais restrito e diminuto. Não há aqui uma relevância sistémica que possa ser comparada ao BPN”.

Apesar disso, Teixeira dos Santos ressalva que “este não será necessariamente o ponto final na situação”, já que espera que o BPP encontre uma solução adequada à defesa dos clientes. “Não pode contar com o apoio do Estado para cobrir as responsabilidades que assumiu com esses clientes”, garantiu, apesar de entender que “os interesses dos clientes devem ser protegidos”.

Na quinta-feira, o conselho de administração do BPP enviou ao Banco de Portugal a sua proposta para resolver as responsabilidades da instituição perante os clientes dos seus produtos de gestão de carteiras. O regulador prometeu emitir um parecer célere. Sexta-feira, Vítor Constâncio decidiu suspender preventivamente das suas funções os administradores do BPP Paulo Guichard, Salvador Fezas Vital, Fernando Lima, Paulo Lopes, Vítor Castanheira e Guilherme Portela Santos por terem sido encontrados novos indícios relacionados, nomeadamente, com falsificação de contas, derivada da não contabilização da desvalorização com produtos de retorno absoluto.

Recorde-se que no início de Dezembro o regulador nomeou uma nova administração para o BPP, encabeçada por Fernando Adão da Fonseca, com o objectivo de acompanhar o relançamento do banco e que envolveu a CGD, o BCP, o BES, o Santander Totta, o BPI, e a Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo.
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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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