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G7 em versão informal
Os ministros das Finanças e os governadores dos bancos centrais dos Grupo dos Sete (G7) principais países com economias de mercado insdustrializadas posam para uma fotografia durante a reunião deste fim-de-semana no Canadá. Fotografia: Chris Wattie/Reuters.

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60 mil
portugueses perderam o seu posto de trabalho na construção civil espanhola. Em 2008 eram cerca 90 mil, actualmente caíram para 30 mil. E o Sindicato dos Trabalhadores da Construção do Norte estima que fiquem apenas 15 mil, esperando mais despedimentos devido à grande queda no mercado imobiliário do país vizinho.
 

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Conselheiro mostra disponibilidade total para voltar ao Parlamento
Partidos admitem chamar Dias Loureiro a nova comissão de inquérito
14.02.2009 - 21h15
Por Lusa 
Nuno Ferreira santos (arquivo)
A maioria dos partidos defendem que é necessário recolher mais informação antes de chamar Dias Loureiro
Os representantes dos partidos na comissão de inquérito sobre o BPN admitem chamar novamente Dias Loureiro face às contradições entre o seu primeiro depoimento e a documentação vinda hoje a público. Dias Loureiro já manifestou, entretanto, a sua "total disponibilidade" para voltar ao Parlamento.

Em declarações à RTP, Dias Loureiro negou que tenha mentido na comissão, reafirmou que não fez nada de ilegal e não tirou qualquer proveito próprio dos negócios em Porto Rico. "Não faltei à verdade. Eu não tenho um arquivo de memória e [na comissão] disse o que tinha na minha memória. Mas não há nenhuma contradição", afirmou o ex-ministro de Cavaco Silva, que também não vê razão nenhuma para sair do Conselho de Estado.

Dias Loureiro revelou ainda que telefonou à presidente da comissão, Maria de Belém Roseira, tendo-lhe deixado uma mensagem a manifestar a sua "total disponibilidade" para voltar a ser ouvido pelos deputados.

Dos representantes do PS, PSD, PCP e CDS-PP ouvidos pela Lusa, só o deputado do PCP Honório Novo afirmou taxativamente que o seu partido vai querer ouvir novamente Dias Loureiro.

Antes, hoje à tarde, o deputado do BE João Semedo já tinha também considerado necessária uma segunda audição do conselheiro de Estado para tentar esclarecer as "muito contradições entre o seu depoimento e o que os documentos revelam".

O deputado do PS Ricardo Rodrigues disse que os socialistas não inviabilizarão a audição, se for requerida por algum grupo parlamentar. O deputado do PS considerou que já se verificaram "contradições" na comissão de inquérito, que preferiu não concretizar, dizendo não querer "tirar conclusões a meio do processo".

De acordo com Ricardo Rodrigues "é possível que seja necessário ouvir uma segunda vez as mesmas pessoas", mas isso só deve ser decidido "mais à frente", depois de realizadas todas as audições previstas. Ricardo Rodrigues adiantou, contudo, que se algum grupo parlamentar requerer entretanto uma segunda audição de Dias Loureiro "o PS não a inviabilizará".

Para o deputado do PSD Hugo Velosa, falta uma convergência entre as declarações Dias Loureiro e o que foi apurado posteriormente. "Admito, neste caso, que haja uma divergência entre os factos que se foram apurando e aquilo que disse, mas não que se possa concluir que houve mentira. Se houver, temos de a aclarar", acrescentou.

Como Ricardo Rodrigues, também Hugo Velosa defendeu que poderá justificar-se "uma segunda versão" de algumas audições mas que antes a comissão de inquérito deve "ouvir quem falta ouvir" e só depois "pôr a hipótese de segundas audições". Reforçando que não é prioritário repetir as audições nesta fase. Segundo o deputado, Dias Loureiro poderá ser ouvido antes disso no caso de se sentir ofendido com as notícias.

PCP quer ouvir quem prestou depoimentos contraditórios

"Vamos querer ouvir novamente o Dias Loureiro na Comissão, como vamos querer ouvir todas as pessoas em relação às quais se vier a verificar que prestaram depoimentos contraditórios", afirmou o deputado do PCP Honório Novo, referindo que "já conhecia as contradições" de Dias Loureiro hoje noticiadas pelo jornal Expresso.

O deputado do PCP acrescentou que a comissão de inquérito deve procurar avaliar "se houve dolo na prestação de testemunhos falsos" e, se concluir que houve, "deve participá-lo ao Ministério Público".

Segundo Honório Novo, "esta é uma oportunidade histórica e única de credibilizar este tipo de comissões de inquérito".

Por sua vez, o deputado do CDS-PP Nuno Melo considerou que "são relevantes as contradições que o Expresso evidencia" entre o depoimento de Dias Loureiro, em que negou conhecer o Excellence Assets Fund, e documentos assinados pelo ex-ministro relativos a esse fundo.

"Será de vantagem do próprio Dias Loureiro esclarecer a comissão daquilo que até pode ser um lapso. Eu certamente teria interesse em ser ouvido. Deveria ser ouvido por iniciativa própria. Senão, admito que seja chamado", disse Nuno Melo. O deputado gostaria de ver recolhido o máximo de informação antes de uma nova audição a Dias Loureiro.
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"O Plano de Estabilidade e Crescimento e as autoridades europeias fracassaram quando foram complacentes com o seu não-cumprimento. Não agora, mas durante o 'bom tempo' económico."
Vítor Bento, jornal "Público", 8-2-2010
 

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03.02.2010
 

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