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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

 
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É o valor, em mil milhões de euros, que atinge o crédito incobrável no segmento dos particulares em Portugal
 

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Parlamento
Orçamento suplementar aprovado na especialidade só com os votos do PS
05.02.2009 - 20h32
Por Lusa 
David Clifford (arquivo)
Os socialistas entregaram apenas duas propostas que pretendiam corrigir lapsos
O Orçamento suplementar para 2009 foi hoje aprovado na especialidade na Assembleia da República só pelo PS, com os votos contra de toda a oposição. Os partidos da oposição viram todas as propostas de alteração ao Orçamento suplementar para 2009 chumbadas pelos socialistas, que entregaram apenas duas propostas que pretendiam corrigir lapsos.

Uma das propostas acerta o valor das receitas que a Segurança Social deixa de receber devido às isenções de taxas praticadas e que, segundo o ministério, corrige em 170 milhões de euros um erro do mapa fornecido inicialmente ao Parlamento. A outra alteração evita uma duplicação sobre a data de entrada em vigor de uma lei na área da Defesa, uma situação que já tinha sido esclarecida na comissão parlamentar de Defesa, disse o deputado socialista, Marques Júnior.

Os deputados discutiram e votaram na especialidade a Iniciativa para o Investimento e o Emprego e o Orçamento Suplementar para 2009, procedendo em seguida à votação final global. O início do debate foi marcado por acusações dos partidos da oposição à actuação do Governo na nacionalização do Banco Português de Negócios e no Banco Privado Português, criticando o Executivo de estar a retirar dinheiro aos contribuintes.

O ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, defendeu que o valor das imparidades do Banco Português de Negócios (BPN), encontrado pela actual administração do banco, "reforça o argumento da nacionalização" e assegurou que "o Estado não gastou, nem envolveu, até este momento, qualquer dinheiro dos contribuintes nestas operações".

PSD insiste nas suas propostas

O deputado do PSD, Almeida Henriques, disse o Governo ainda ia a tempo de recuperar as propostas social-democratas, porque as alterações feitas pelo Governo vão "levar à falência 8 mil empresas, que importam e distribuem veículos que empregam 32 mil trabalhadores". Diogo Feio, do CDS-PP, reclamou que o Governo tem vindo a adoptar as medidas que os populares têm apresentado, dando como exemplo a antecipação do reembolso do IRS, que o Governo anunciou esta semana.

Os Verdes consideram que as medidas do Governo "não vão resolver os problemas", porque a situação se está a agravar. O PCP insistiu na necessidade de reforçar medidas de apoio aos desempregados. O Bloco de Esquerda acusou o Governo de estar disponível para "proteger os mais fortes e nada fazer pelos mais fracos".

No Orçamento Suplementar para 2009, o Governo prevê uma contracção do produto interno bruto (PIB) igual a 0,8 por cento, um aumento do desemprego para 8,5 por cento e uma derrapagem do défice para 3,9 por cento do PIB. As medidas da Iniciativa para o Investimento e Emprego, aprovadas no Conselho de Ministros de 13 de Dezembro de 2008, custam 1300 milhões de euros ao Orçamento do Estado e explicam 0,8 pontos da derrapagem do défice. No Orçamento do Estado para 2009, o Governo contava com um défice igual a 2,2 por cento do PIB. A esta meta soma-se os 0,8 pontos da Iniciativa para o Investimento e Emprego e 0,9 pontos percentuais resultantes do impacto orçamental da degradação da conjuntura económica.
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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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