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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

 
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É o valor, em mil milhões de euros, que atinge o crédito incobrável no segmento dos particulares em Portugal
 

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Ajuda de 100 milhões poderá manter-se
Pinho acredita que fábrica da Qimonda pode ser salva se houver investidores privados
23.01.2009 - 13h55
Por Ana Rita Faria 
Adriano Miranda (arquivo)
Manuel Pinho promete apoio sem precedentes do Governo para manter Qimonda viável
O ministro da Economia, Manuel Pinho, disse hoje aos jornalistas que, se houver investidores privados, a fábrica da Qimonda em Vila do Conde pode ser salva, garantindo o emprego dos seus 1800 trabalhadores.

“A unidade de Vila do Conde é a melhor fábrica da Qimonda a nível mundial”, realçou o ministro, que espera que seja possível encontrar uma solução para a unidade no âmbito do processo de reestruturação do grupo alemão, que é o maior exportador nacional.

Manuel Pinho adiantou ainda que a ajuda de 100 milhões de euros prometida à Qimonda (mas que não tinha sido ainda dada à empresa) poderá ser para manter no âmbito de uma solução global. “O Governo português continua totalmente disponível para encontrar uma solução”, garantiu.

Esta manhã, a multinacional alemã Qimonda apresentou um processo de insolvência junto do tribunal de Munique que permitirá à empresa proteger-se dos credores e iniciar um processo de reestruturação que, de acordo com Manuel Pinho, deverá passar pela alienação de algumas unidades do grupo Qimonda e pela entrada de novos investidores.

Segundo o ministro da Economia, “não se trata de uma deslocalização, mas sim de um problema gravíssimo de uma grande multinacional, resultante da crise internacional e de outros factores como a queda dos preços dos microprocessadores e as grandes dificuldades de financiamento com que a empresa se deparou”.

“O Governo fez tudo o que era possível”

O ministro da Economia garantiu que o Governo vai continuar a acompanhar o caso da Qimonda e que pediu já à empresa, na Alemanha e também em Portugal, que clarificasse a situação da fábrica de Vila do Conde o mais rapidamente possível.

Manuel Pinho adiantou ainda que, no curto prazo, a unidade do grupo alemão em Portugal vai continuar em actividade mas que não lhe foi garantido mais nada.

“Não foi por causa do Governo que o caso da Qimonda não se resolveu”, evidenciou o ministro, garantindo que o Estado “fez rigorosamente tudo o que era possível para salvar a empresa”.
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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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