| Adriano Miranda (arquivo) |
 |
| Manuel Pinho promete apoio sem precedentes do Governo para manter Qimonda viável |
O ministro da Economia, Manuel Pinho, disse hoje aos jornalistas que, se houver investidores privados, a fábrica da Qimonda em Vila do Conde pode ser salva, garantindo o emprego dos seus 1800 trabalhadores.
“A unidade de Vila do Conde é a melhor fábrica da Qimonda a nível mundial”, realçou o ministro, que espera que seja possível encontrar uma solução para a unidade no âmbito do processo de reestruturação do grupo alemão, que é o maior exportador nacional.
Manuel Pinho adiantou ainda que a ajuda de 100 milhões de euros prometida à Qimonda (mas que não tinha sido ainda dada à empresa) poderá ser para manter no âmbito de uma solução global. “O Governo português continua totalmente disponível para encontrar uma solução”, garantiu.
Esta manhã, a multinacional alemã Qimonda apresentou um processo de insolvência junto do tribunal de Munique que permitirá à empresa proteger-se dos credores e iniciar um processo de reestruturação que, de acordo com Manuel Pinho, deverá passar pela alienação de algumas unidades do grupo Qimonda e pela entrada de novos investidores.
Segundo o ministro da Economia, “não se trata de uma deslocalização, mas sim de um problema gravíssimo de uma grande multinacional, resultante da crise internacional e de outros factores como a queda dos preços dos microprocessadores e as grandes dificuldades de financiamento com que a empresa se deparou”.
“O Governo fez tudo o que era possível”O ministro da Economia garantiu que o Governo vai continuar a acompanhar o caso da Qimonda e que pediu já à empresa, na Alemanha e também em Portugal, que clarificasse a situação da fábrica de Vila do Conde o mais rapidamente possível.
Manuel Pinho adiantou ainda que, no curto prazo, a unidade do grupo alemão em Portugal vai continuar em actividade mas que não lhe foi garantido mais nada.
“Não foi por causa do Governo que o caso da Qimonda não se resolveu”, evidenciou o ministro, garantindo que o Estado “fez rigorosamente tudo o que era possível para salvar a empresa”.