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G7 em versão informal
Os ministros das Finanças e os governadores dos bancos centrais dos Grupo dos Sete (G7) principais países com economias de mercado insdustrializadas posam para uma fotografia durante a reunião deste fim-de-semana no Canadá. Fotografia: Chris Wattie/Reuters.

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60 mil
portugueses perderam o seu posto de trabalho na construção civil espanhola. Em 2008 eram cerca 90 mil, actualmente caíram para 30 mil. E o Sindicato dos Trabalhadores da Construção do Norte estima que fiquem apenas 15 mil, esperando mais despedimentos devido à grande queda no mercado imobiliário do país vizinho.
 

Todos os destaques do mundo dos negócios e da Bolsa.
 

 

 
Custos do recurso ao crédito poderão aumentar, se houver mudança na notação
Reformas "insuficientes" do Governo colocam "rating" sob ameaça
14.01.2009 - 09h16
Por Sérgio Aníbal 
Daniel Rocha (arquivo)
O Ministério das Finanças atribui responsabilidades à crise internacional
As reformas estruturais feitas pelo Governo não foram suficientes para corrigir os desequilíbrios da economia e Portugal terá de passar agora por um período de pelo menos cinco anos de crescimento abaixo de um por cento e de deterioração das suas contas públicas.

Esta é a justificação dada ontem pela agência de notação financeira Standard & Poor’s para ter anunciado que o “rating” atribuído a Portugal vai estar, durante as próximas semanas, em situação de apertada vigilância e com risco de descida.

O anúncio foi feito a meio da tarde de ontem e significa que, num prazo máximo de dois meses, a S&P irá decidir se mantém o risco de crédito que atribui ao Estado português inalterado em “AA-”, ou se irá baixar esta classificação.

As consequências de uma decisão negativa passariam pelo aumento, de forma directa ou indirecta, dos custos do recurso ao crédito por parte do Estado, empresas e particulares. Os responsáveis da S&P, nas explicações que deram ontem para esta decisão (que também foi tomada nos dias anteriores para a Espanha e a Grécia), traçam um quadro sombrio para a evolução da economia portuguesa, deixando um claro sinal de insatisfação com os resultados da actuação do Governo nos últimos anos.

O Ministério das Finanças reagiu ontem à decisão da S&P, dizendo que “este alerta decorre da crise mundial, sem precedentes, que [se está] a viver”. No entanto, no comunicado da S&P, não é feita qualquer referência à crise internacional. Diz a agência: “[A decisão] reflecte a nossa opinião de que as reformas estruturais feitas pelo Governo na economia e nas finanças públicas provaram ser insuficientes para garantir uma convergência com os outros países com “rating” ‘AA’.”

A S&P diz ainda que “o ritmo da consolidação orçamental já começou a abrandar” e que “a reforma da administração pública mostrou ser menos bem sucedida do que o esperado”.

Para o futuro, os analistas desta agência de “rating” mostram pouca confiança numa aceleração do ritmo das reformas em Portugal. “Vimos qual o desempenho do Governo com maioria absoluta e, se calhar, depois das próximas eleições, já não terão essa maioria”, afirmou ao PÚBLICO, o analista da S&P para Portugal, Trevor Cullinan. E sem reformas, defendeu ontem Frank Gill, analista-chefe da S&P para a Europa, Portugal vai continuar a ter de fazer face a vários desequilíbrios acumulados ao longo dos anos: “défice externo superior a dez por cento do PIB, que mais tarde ou mais cedo terá de ser corrigido”, “falta de competitividade das empresas, que torna necessária uma redução dos salários reais” e “pouca diversificação das exportações, que tornam o país mais vulnerável face a uma redução da procura”.

Todos estes factores combinados fazem com que as projecções de crescimento para Portugal sejam muito desanimadoras. Sem avançar números para este ano, Gill previu que a taxa de crescimento em Portugal “vai ficar abaixo de um por cento nos próximos cinco ou mesmo dez anos”.

Pouca preocupação merecem os efeitos de curto prazo no défice público da crise económica internacional e dos pacotes de estímulo económico lançados pelo Governo.

As projecções são de uma subida deste indicador para 3,6 por cento em 2008 (o Governo está a prever três por cento) e para quatro por cento em 2010. Mas Frank Gill diz que isso não é grave: “Não estamos preocupados que o défice fique acima de três por cento nos próximos dois anos. Estamos mais preocupados com o que irá acontecer em 2012 ou 2013.”

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"O Plano de Estabilidade e Crescimento e as autoridades europeias fracassaram quando foram complacentes com o seu não-cumprimento. Não agora, mas durante o 'bom tempo' económico."
Vítor Bento, jornal "Público", 8-2-2010
 

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