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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

 
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Gás
Vladimir Putin anuncia fim da era do gás barato
23.12.2008 - 13h19
Por Lusa 
O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, declarou hoje que a crise financeira mundial afectará mais a esfera do gás do que a do petróleo, sublinhando que a era do gás barato acabou.

"A crise financeira e a económica, originada pela primeira, são uma dura prova para o ramo mundial dos hidrocarbonetos", afirmou Putin ao intervir na sétima reunião ministerial do Fórum dos Países Exportadores de Gás (FPEG), que decorre em Moscovo.

"Entre Agosto e Novembro de 2008, os preços do petróleo desceram cerca de 75 pc, o que não pode deixar de reflectir-se na situação do mercado do gás, onde os preços se ajustam aos do petróleo", precisou o primeiro-ministro russo.

Segundo ele, "dado o carácter mais inerte do mercado de gás, pode-se prognosticar que a crise lhe desferiu um maior golpe do que ao do petróleo e que o seu restabelescimento exigirá mais tempo".

Putin assinalou que as jazidas de gás exploradas estão a esgotar-se, enquanto as novas se encontram, na sua maioria, longe dos principais centros de consumo.

"As despesas com a prospecção, a extracção e o transporte do produto aumentam", afirmou, acrescentando que a Rússia investe no sector do gás dezenas de milhares de milhões de dólares.

"Isto significa que os gastos com o desenvolvimento do ramo dispararam e que, apesar dos problemas financeiros de todos conhecidos, a era dos agentes energéticos baratos e do gás barato chega ao fim", concluiu.

A fim de acalmar os receios da União Europeia e Estados Unidos, que consideram que o FPEG poderá transformar-se num cartel para ditar preços nos mercados mundiais, Putin declarou que "as relações entre os fornecedores, transportadores e compradores de gás devem ser transparentes, respeitar as leis do mercado e serem estabelecidas a longo prazo".

Além disso, acrescentou que "a aproximação dos exportadores de gás ajudará a tornar o mercado mais previsível e a diminuir o nível dos riscos existentes, não sendo de forma alguma um meio de pressão".

Porém, sem citar nomes concretos, Putin acusou "alguns países que não têm reservas próprias de hidrocarbonetos ou que as reservam para o futuro" de pretenderem "um estatuto especial, preferencial aos recursos alheios".

A sétima reunião ministerial do FPEG conta com a presença de representantes de 14 países, que detêm 73 pc das reservas de gás conhecidas: Argélia, Bolívia, Bornéu, Indonésia, Malásia, Venezuela, Egipto, Irão, Qatar, Nigéria, Trindade e Tobago, Guiné Equatorial e Noruega (na qualidade de observadores), e Cazaquistão (na qualidade de convidado).

A Argélia e a Nigéria são os dois principais fornecedores de gás à Península Ibérica.

Segundo os estatutos da nova organização, os encontros ao nível de ministros da Energia serão o órgão máximo, enquanto que o Comité Executivo se ocupará dos assuntos correntes. O Secretariado dedicar-se-à a administrar os assuntos técnicos e organizativos do FPEG.

Vladimir Putin propôs que a sede da nova organização seja instalada em São Petersburgo, prometendo custear a sua manutenção e conceder estatuto diplomático aos funcionários, mas o Qatar quer vê-la em Doha, sua capital.
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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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