| Daniel Rocha |
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| José Sócrates vincou a ideia que, perante a actual crise internacional, é preciso agir sem ortodoxia e sem ideias feitas |
O primeiro-ministro, José Sócrates, considerou hoje que "O Cabo das Tormentas" da crise económica internacional vai acontecer em 2009, ano que, advertiu, exigirá "rapidez na acção" sem ortodoxias por parte do Governo.
A posição de José Sócrates foi assumida num seminário promovido pelo Diário Económico, subordinado ao tema "Como crescer em tempo de crise".
Na sua intervenção inicial, feita de improviso e que se prolongou por cerca de 50 minutos, José Sócrates vincou a ideia que, perante a actual crise internacional, "é preciso agir sem ortodoxia e sem ideias feitas".
"É preciso estar com a mente aberta para responder aos problemas e não para responder às necessidades da nossa ideologia. Precisamos de ter mente aberta e não ficarmos reféns da ideologia ou das respostas clássicas, porque problemas novos exigem respostas novas", sustentou ainda o primeiro-ministro.
José Sócrates considerou em seguida que se exige aos governos "respostas para amanhã e não para o médio prazo".
"Exige-se rapidez na acção. Provavelmente ninguém aqui estará interessado em saber o que acontecerá daqui a dois anos. E a verdade é que há boas razões para essa atitude, porque o Cabo das Tormentas, o momento mais difícil, vai ser justamente 2009", declarou, perante uma plateia maioritariamente constituída por empresários.