| Nuno Ferreira Santos (arquivo) |
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| Teixeira dos Santos pede apoio à banca neste momento de crise económica aguda |
O ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, avisa os bancos que têm hoje melhores condições de mercado e que devem cumprir o seu papel de financiamento às empresas.
Num comentário, à Rádio Renascença, sobre o pacote de medidas de apoio às empresas, anunciado no sábado, Teixeira dos Santos apela aos bancos para que cumpram o seu papel neste momento difícil da vida das empresas, acrescentando que as garantias dadas pelo Estado no âmbito das linhas de crédito dirigidas às empresas são mais um instrumento de apoio que apenas irá funcionar com a colaboração da banca.
“Temos é que fazer um esforço, isso é importantíssimo, de pressionar os bancos para que estes façam chegar o dinheiro às empresas. E isso é algo que temos que exigir aos bancos e estarmos atentos que os bancos neste domínio cumpram o seu papel”, disse hoje o ministro.
Na declaração à Rádio Renascença, o ministro diz que o plano contra a crise já estava traçado há alguns dias e apenas esperava a decisão de Bruxelas, do Conselho Europeu, que “só foi tomada na passada sexta-feira”.
Teixeira dos Santos lembra ainda que, agora, é preciso “focar na execução do Orçamento do Estado de 2009 que combate a crise”, no apoio às famílias e às empresas, cujo programa anunciado há dois dias terá um efeito suplementar.
O esforço financeiro suplementar do OE de 2009 irá agravar o défice público até ao limite máximo permitido pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento. E não mais que isso, garantiu o ministro. “Para o próximo ano, neste momento o compromisso que temos é de um défice de três por cento do PIB, independentemente do que for a conjuntura, tal como foi em 2008”, conclui o ministro.
No sábado, o primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou um pacote de medidas de apoio à economia, que titulou de “iniciativa para o Investimento e Emprego”. Este programa de 2180 milhões de euros irá dedicar-se ao investimento público e ao apoio às pequenas e médias empresas e ao emprego. Representará 1,25 por cento do Produto Interno Bruto que será produzido no próximo ano, lembrou Sócrates.