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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

 
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É o valor, em mil milhões de euros, que atinge o crédito incobrável no segmento dos particulares em Portugal
 

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Antigo homem forte da SIC será o pai de novo canal
Emídio Rangel prepara candidatura da Zon ao quinto canal de televisão
13.11.2008 - 09h17
Por Paula Torres de Carvalho, Inês Sequeira 
Emídio Rangel, o fundador da SIC, foi contratado pela Zon para apresentar, até ao próximo dia 21 de Janeiro, a candidatura ao quinto canal de televisão generalista. A Cofina e Controlinveste, ambas accionistas da Zon e que tinham manifestado interesse em participar no concurso, não se entenderam e desistiram do projecto.

Até agora, não foram anunciados outros candidatos ao concurso público para o lançamento da primeira televisão digital terrestre em Portugal. A decisão do vencedor está prevista para Abril do próximo ano.

Há cerca de 12 dias que Emídio Rangel trabalha no projecto de candidatura que a Zon lhe entregou, apostada em contrariar o argumento de que o actual panorama do mercado publicitário não oferece condições para o sucesso de mais um canal televisivo.

Um estudo desenvolvido recentemente pela Carat, uma das principais agências de meios, indica que desde há oito anos o investimento das marcas em publicidade cresceu apenas 5,5 por cento em Portugal. Mas, para os responsáveis da empresa, deverá ser o mercado a definir a existência ou não de um espaço para outra televisão generalista com uma informação e uma programação que se pretende diferente e de qualidade.

A contratação do antigo "patrão" da SIC foi ontem confirmada por uma fonte oficial da Zon, que indicou que Rangel é "consultor externo" da empresa para a área do quinto canal. As ideias para pôr este projecto em prática estão, por enquanto, no segredo dos deuses.

Segundo a portaria que anuncia o concurso, este destina-se à "atribuição de uma licença para o exercício da actividade de televisão que consista na organização de um serviço de programas de âmbito nacional, generalista, de acesso não condicionado, livre e com 24 horas diárias de emissão, utilizando espectro hertziano destinado à radiodifusão televisiva digital terrestre."

ERC vai decidir

A apreciação das candidaturas competirá à Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), que deverá ter, sobretudo, em conta as "garantias de defesa da independência face ao poder político e económico", as "garantias de defesa do pluralismo aferidas pela não-concentração de licenças", o "contributo para a diversificação da oferta televisiva", a "oferta de programação de natureza formativa" e o "destaque concedido à informação e actualidade".

O regulamento do concurso para o quinto canal foi publicado no Diário da República a 31 de Outubro e entra formalmente em vigor a partir de amanhã, quando se inicia o prazo para entrega de propostas dos eventuais concorrentes. A licença para o quinto canal será atribuída por 15 anos e renovável por iguais períodos de tempo. As emissões devem ter início no prazo de um ano depois de atribuída a licença, mas poderão ser adiadas por mais algum tempo, se se considerar que existem motivos de força maior, alheios ao vencedor do concurso - no limite, isso pode, por exemplo, incluir as condições financeiras do mercado.

Quanto aos outros eventuais concorrentes, a Controlinveste e a Cofina estão fora da corrida, mas isto não impede que mais tarde não venham a tornar-se accionistas de uma futura sociedade criada para gerir o quinto canal, depois de ganha essa licença, aliando dessa forma a presença que têm na área dos conteúdos à experiência da proprietária da TV Cabo na distribuição dos mesmos.

A Cofina tem uma presença importante na imprensa (Correio da Manhã, Jornal de Negócios, Record, Sábado). Quanto à Controlinveste, é dona do Diário de Notícias, Jornal de Notícias, TSF e O Jogo, e tem como negócio principal a gestão dos direitos de transmissão televisiva dos jogos de futebol em Portugal - uma das áreas mais importantes no que respeita às audiências dos canais de televisão.

Já a Portugal Telecom, que tem sido apontada como potencial interessada no quinto canal, até porque participou com um parecer na consulta pública do regulamento para o concurso, prefere manter o silêncio sobre se estará interessada em participar no concurso. "Não comentamos", afirmou ontem ao PÚBLICO o porta-voz da operadora, que tem vindo a apostar cada vez mais na distribuição de conteúdos com a entrada no mercado de triple-play, com a marca Meo. No passado, a empresa já teve duas más experiências com a tentativa de lançar canais próprios, quando ainda geria também a rede da TV Cabo: o Canal de Notícias de Lisboa, que mais tarde deu origem à SIC Notícias, já liderado pelo grupo Impresa, e também o Porto Canal.

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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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