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G7 em versão informal
Os ministros das Finanças e os governadores dos bancos centrais dos Grupo dos Sete (G7) principais países com economias de mercado insdustrializadas posam para uma fotografia durante a reunião deste fim-de-semana no Canadá. Fotografia: Chris Wattie/Reuters.

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60 mil
portugueses perderam o seu posto de trabalho na construção civil espanhola. Em 2008 eram cerca 90 mil, actualmente caíram para 30 mil. E o Sindicato dos Trabalhadores da Construção do Norte estima que fiquem apenas 15 mil, esperando mais despedimentos devido à grande queda no mercado imobiliário do país vizinho.
 

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Quebra de 4,8 por cento nas despesas
Preocupados com a crise, metade dos portugueses vai gastar menos no Natal
12.11.2008 - 08h10
Por Raquel de Almeida Correia 
PÚBLICO (arquivo)
Os consumidores vão estar mais atentos às promoções
O Natal não vai escapar à crise. Este ano, metade dos portugueses vai gastar menos dinheiro nesta época. O orçamento individual vai situar-se nos 567 euros, o que significa uma descida de 4,8 por cento face a 2007. Preocupados com os efeitos da crise, vão estar mais atentos a preços baixos e evitar compras supérfluas.

O estudo Xmas Survey 2008, elaborado pela Deloitte, concluiu que Portugal é um dos países que regista maior quebra nas previsões de consumo para o Natal. Ao contrário do que aconteceu em 2007, em que os gastos subiram 1,4 por cento, este ano será de contenção. Tendência transversal a praticamente todos os países europeus analisados.

"Seria difícil o orçamento dos portugueses passar ao lado da situação de incerteza que se instalou na economia mundial", explica Luís Belo, partner da consultora. O facto é que, de acordo com o relatório, 65 por cento dos inquiridos acredita que a economia nacional vai piorar no próximo ano.

Cenário que influencia directamente as expectativas de poder de compra. Nos próximos 12 meses, 45 por cento espera ter menos dinheiro para gastar do que actualmente. Destes, a maioria culpa a crise financeira pela retracção da carteira.

A diminuição dos gastos no período do Natal é um reflexo dessa contenção. Metade dos portugueses vai rever o orçamento em baixa, o que resultará numa quebra total de 4,8 por cento para os 567 euros por pessoa. As prendas e a alimentação são os itens que mais vão recuar em termos de consumo, descendo 6,9 e 2,3 por cento, respectivamente.

Os 857 inquiridos apontam a subida do preço dos alimentos, a redução salarial e a necessidade de poupança como as três grandes razões para controlarem as despesas. Ao contrário dos restantes países europeus, o aumento de preço dos combustíveis não é referido como causa para o enfraquecimento económico.

Mais cautela, menos excessos

Os portugueses não vai deixar de fazer compras de Natal, mas "vão ser mais prudentes e controlados, contrariando uma tendência de gastos excessivos, característica da época", diz Luís Belo. Prova disso é o aumento de pessoas que vão estabelecer um orçamento específico para a época (uma em cada duas, contra duas em cada cinco no ano passado).

Além disso, vão estar mais atentos às promoções. Perto de um terço admite que vai dedicar mais tempo a comparar preços, o atributo que a maioria considera ser mais importante na hora de efectuar uma compra. Haverá, aliás, uma descida no número de pessoas preocupadas com a sustentabilidade dos gastos. De acordo com a 11ª edição do Xmas Survey, apenas 66 por cento vai pagar mais por um produto que cumpra regras éticas, contra os 80 por cento de 2007.

Metade dos inquiridos optou por aproveitar a época de saldos para adquirir presentes e 14 por cento só irá fazê-lo a seguir ao Natal, para escapar à época alta de preços. Vão escolher essencialmente produtos úteis, como livros e roupa, e descartar opções mais supérfluas, como brinquedos e jogos. "Caberá aos retalhistas adaptar a oferta a estas necessidades", sublinha o partner da Deloitte.
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"O Plano de Estabilidade e Crescimento e as autoridades europeias fracassaram quando foram complacentes com o seu não-cumprimento. Não agora, mas durante o 'bom tempo' económico."
Vítor Bento, jornal "Público", 8-2-2010
 

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