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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

 
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Proposta de totais admissíveis de captura será ainda debatida em Bruxelas
Comissão Europeia propõe diminuição até 40 por cento da pesca ao carapau
10.11.2008 - 12h10
Por Lusa, PÚBLICO 
Adriano Miranda (arquivo)
A sobreexploração da maior parte das unidades populacionais de peixes continuou em 2008
A Comissão Europeia propôs hoje em Bruxelas novos cortes nas possibilidades e esforço de pesca para o próximo ano no Atlântico Nordeste, incluindo o mar do Norte, que poderão atingir entre 25 e 40 por cento nos casos de algumas espécies pescadas em águas portuguesas, como por exemplo o carapau.

Nas áreas de pesca da costa portuguesa, Oeste de Portugal e Açores, os maiores cortes propostos são de 38,7 por cento para o carapau na costa portuguesa e Oeste de Portugal - contra 15 por cento nos Açores -, 25 por cento para o tamboril na costa portuguesa e Açores, e 25 por cento para o badejo e 24 por cento para a arinca nas três áreas.

Entre outras espécies pescadas em águas portuguesas cujos totais admissíveis de capturas Bruxelas quer baixar contam-se anchova, badejo, solha, escamudo e linguado (sugerindo a Comissão cortes de 15 por cento nas três áreas, em todos os casos), juliana (14,9 por cento nas três áreas) e pescada branca (10 por cento nas três áreas).

A proposta inclui ainda medidas para combater a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada na zona da Comissão Geral das Pescas do Mediterrâneo.

Estas propostas - que se seguem a outras relativas por exemplo ao Mar Negro, Báltico e espécies de águas profundas - baseiam-se nos pareceres científicos mais recentes do Conselho Internacional de Exploração do Mar (CIEM) e do Comité Científico, Técnico e Económico da Pesca (CCTEP) da Comissão e nas informações comunicadas pelos Estados-membros.

"A sobreexploração da maior parte das unidades populacionais de peixes continuou em 2008. Para desenvolver um sector próspero no futuro, torna-se necessário pescar menos a curto prazo", defende a Comissão, em comunicado.

"A sobrepesca foi de tal ordem e durante tantos anos que perturbou gravemente o equilíbrio dos ecossistemas marinhos de que as nossas pescarias dependem", comentou hoje o comissário europeu das Pescas Joe Borg. "Estou ciente de que será um processo difícil para as frotas em causa. Porém, se quisermos restabelecer a base ecológica de um sector das pescas europeu verdadeiramente sustentável, não teremos outra escolha".

Para conseguir reconstituir os "stocks" de peixes, a Comissão aposta em planos a longo prazo para as principais espécies e para as restantes uma abordagem gradual, que consiste em alterar as quotas de 15 por cento ou menos cada ano.

A proposta da Comissão será debatida no Conselho dos Ministros das Pescas, que terá lugar de 17 a 19 de Dezembro, por forma a poder ser aplicada a partir de 1 de Janeiro de 2009.

Notícia actualizada às 14h05.
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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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