| Carlos Lopes (arquivo) |
 |
| Para 2009, Manuel Pinho prevê uma taxa de desemprego mais baixa e uma inflação mais baixa |
O ministro da Economia, Manuel Pinho, desvalorizou hoje as previsões de Bruxelas que apontam para uma desaceleração do crescimento da economia portuguesa para meio por cento do Produto Interno Bruto este ano e de 0,1 por cento no próximo.
"Bruxelas faz muitas previsões e felizmente para nós temos conseguido ultrapassar sempre as previsões de Bruxelas", disse o titular da pasta da Economia à margem do "roadshow" de divulgação dos projectos do PAC-Programa de Aceleração do Crescimento do Brasil", a decorrer em Lisboa. E acrescentou: "Para 2009 o que eu registo é que pela primeira vez desde há muito tempo o crescimento do PIB será igual em Portugal e na Zona Euro, com uma taxa de desemprego mais baixa e uma inflação mais baixa, ao mesmo tempo que se reduziria o défice da balança de transacções correntes".
"No que diz respeito a outras variáveis já temos um bom registo de conseguir superar as previsões de Bruxelas", acrescentou.
Nas previsões económicas do Outono divulgadas hoje em Bruxelas, o executivo comunitário prevê que a taxa de crescimento do PIB português, em 2008, "desacelere rapidamente" para meio por cento e em 2009 "desça ainda mais e estagne" nos 0,1 por cento, antes de voltar a aumentar para 0,7 por cento em 2010.
Este cenário é mais pessimista do que as estimativas do Governo português divulgadas na proposta de Orçamento para 2009, a 15 de Outubro.
Lisboa prevê um crescimento do produto de 0,8 por cento do PIB este ano e de 0,6 no próximo ano.
Se as previsões de Bruxelas se confirmarem, a economia portuguesa continuará em divergir da europeia pelo sétimo ano consecutivo este ano, pois a taxa de crescimento estimada para a Zona Euro é de 1,2 por cento e para a EU de 1,4 por cento.
Para o ano que vem, o crescimento português poderá igualar o da Zona Euro (0,1 por cento) e ficará ligeiramente abaixo do da UE (0,2 por cento).
Mas em 2010, o crescimento do PIB português (0,7 por cento) volta a afastar-se do da Zona Euro (0,9 por cento) e UE (1,1 por cento).
A economia da União Europeia deverá crescer apenas 1,4 por cento este ano, metade do crescimento de 2007, e praticamente estagnar em 2009 (0,2 por cento), como reflexo da crise financeira, previu hoje a Comissão Europeia.