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| O Financial Times aplaude a reforma de sistema de saúde que Obama propõe e não gosta de sua a ideia de proteccionismo |
O influente diário britânico “Financial Times” (FT) prefere o candidato democrata Barack Obama para próximo presidente dos Estados Unidos da América, apesar de discordar da sua anunciada tendência proteccionista em termos de políticas comerciais, preferindo McCain neste aspecto específico.
No principal editorial da edição de hoje, o jornal diz que as propostas de Obama “parecem na sua maioria certas”, e “aplaude” a principal reforma doméstica que se perspectiva, a reformulação global do sistema de saúde, que visa uma cobertura quase universal.
A campanha de Obama é considerada muito melhor do que a de McCain, o que é considerado também um bom indicador para o exercício de um mandato presidencial, bem como o facto de ser “é o melhor orador político” que os EUA viram “em décadas”, gerando empatia com as massas. McCain é apenas um orador “suficiente”.
Estes aspectos, bem como a maneira como aborda as respostas à situação de “emergência económica”, fizeram o jornal decidir-se por ele em detrimento do republicano John McCain, numa situação que em abstracto o jornal considera que poderia parecer “muito empatada”.
Em relação à crise financeira e económica, o FT ressalva que Obama impressionou não por apresentar soluções próprias, mas por “mostrar uma atitude calma e metódica e procurar o melhor aconselhamento”. Pelo contrário, as intervenções de McCain são vistas como “desencorajadoras, quando não aquém do que está em questão”.
O jornal considera que Obama “preza o consenso e procura genuinamente unir o país” e que o seu apelo à mudança é poderoso num país “cansado e desmoralizado”. Além disso, acha que dificilmente alguém poderia prometer mudança com mais credibilidade do que um negro – Obama é mestiço, filho de mãe branca e pai negro.
O FT tem sede em Londres e conta cerca de 1,3 milhões de leitores em todo o mundo, de acordo com o grupo Pearsons, seu proprietário,