| Carlos Lopes (arquivo) |
 |
| O chefe do Governo esteve no Fórum PME Líder, em Santa Maria da Feira |
O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou ontem à noite que o Governo teve a preocupação de construir para 2009 “um Orçamento de Estado que responda às dificuldades internacionais” e que apoie a criação de riqueza em Portugal.
“Se há um ponto de preocupação deste Governo é o de que aqueles que precisam de ser ajudados são os empresários e, em particular, as PME. Os mais atingidos [pela crise internacional] são os que mais precisam de acesso ao crédito para financiar as suas actividades e criar riqueza”, disse José Sócrates.
O chefe do Governo, que falava no Fórum PME Líder, que juntou no Europarque, Santa Maria da Feira, representantes de mais de 2000 pequenas e médias empresas (PME), sublinhou que este Orçamento “significa uma opção e uma escolha”.
“Uma das escolhas fundamentais foi a de apoiar as empresas reduzindo impostos”, frisou Sócrates, para quem o documento tem “dois movimentos: uma das descidas mais significativas do IRC e uma das descidas mais significativas do Pagamento Especial por Conta”.
Garantir créditoOutra preocupação fundamental, disse o primeiro-ministro, foi a de permitir aos empresários o recurso ao crédito.
“Ao criar o fundo de garantia, estamos a dar apoio à nossa economia. Ouvi quem dissesse que era um apoio à banca. Isso está errado. Foi uma escolha de apoio às empresas, assim como a criação da linha de crédito às pequenas e médias empresas”, disse.
José Sócrates alertou para que “o que vai passar-se nos próximos tempos depende das empresas e é nelas que está a chave do sucesso que permitirá fazer face às dificuldades”.
O primeiro-ministro afirmou que a sua presença esta noite na gala das PME visou precisamente “valorizar a cultura e o espírito empreendedores, dos que querem arriscar, ir mais longe, construir alguma coisa”.
Celebração do “sucesso”“O país precisa de criar riqueza e emprego. Por isso, celebramos não apenas o espírito empreendedor, mas também o sucesso, assinalando aqueles que devem ser apontados como exemplo”, referiu.
A presença do primeiro-ministro, do ministro da Economia e de vários secretários de Estado na cerimónia foi, disse Sócrates, “um sinal claro de que o Governo acompanha as PME e as apoia neste momento particularmente difícil”.
“Espero que não tenha que mandar a ninguém a lista dos que estão aqui a jantar. Mas não é uma lista negra, é uma lista de vencedores”, disse.
Despediu-se garantindo que, dentro de um ano, estará novamente na próxima gala PME Líder.