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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

 
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É o valor, em mil milhões de euros, que atinge o crédito incobrável no segmento dos particulares em Portugal
 

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Segundo contas da Associação Nacional das PME
Mais de 30 mil trabalhadores não receberam subsídio de férias
07.10.2008 - 09h47
Por Lusa 
Paulo Ricca (arquivo)
Augusto Morais diz que as empresas preferem cumprir com a Segurança Social do que com os trabalhadores
Cerca de um terço das Pequenas e Médias Empresas (PME) não pagaram o subsídio de férias a pelo menos 30 mil trabalhadores e temem não conseguir atribuir o de Natal, deixando milhares de famílias em dificuldades, revelou à Lusa o presidente da Associação Nacional das PME.

De acordo com Augusto Morais, a eficiência da máquina fiscal e o medo de ver os bens penhorados por atraso no pagamento dos impostos e das contribuições para a Segurança Social fez com que as empresas com maiores dificuldades financeiras prefiram, primeiro, saldar as contas com o Estado do que pagar os salários aos funcionários, o que não acontecia "até há dois anos".

"Temos cerca de 30 por cento dos nossos empresários com atrasos nas remunerações dos trabalhadores. Já não lhes pagaram o subsídio de férias e agora aproxima-se o Natal. Vão ter muitas dificuldades em pagar esse subsídio", alertou o presidente da associação, que representa cerca de 10.800 empresas portuguesas.

"Se uma empresa ficar a dever um ou dois meses ao Estado, porque se atrasa no pagamento da Segurança Social e no fisco, o fisco imediatamente lança-se contra a empresa. O que quer dizer que a encerra ou a pode encerrar através das penhoras. Por isso, o empresário prefere pagar os impostos a pagar aos trabalhadores e eles, como não têm outra solução senão esperar, vão esperando", explicou.

Augusto Morais estima que mais de 30 mil trabalhadores estejam nesta situação, que agrava as dificuldades económicas das famílias, obrigando-as a "atrasar o pagamento das prestações da casa e até a outros atrasos, como o próprio pagamento da educação dos filhos".

Em declarações à Lusa, o inspector-geral do Trabalho, Paulo Morgado de Carvalho, confirmou que têm sido detectados mais trabalhadores com salários em atraso, tendo igualmente crescido as denúncias relativas a essa situação.

"Temos um número mais significativo de situações do que as que verificávamos no passado, mas isso também decorre de uma acção mais consistente e insistente da nossa parte. Não posso concluir que as empresas deixaram de pagar [os salários] por qualquer fenómeno como a crise económica. Limito-me a dizer que detectamos mais", afirmou o responsável.

De acordo com dados da Autoridade para as Condições de Trabalho, no primeiro semestre deste ano foram detectados 7281 trabalhadores sem os ordenados em dia, mais 871 do que em todo o ano de 2007.

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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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