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Pneus chineses discutidos por Obama em Pequim
Um funcionário de uma fábrica de pneus na provincia de Anhui, na China, trabalha no armazem. As exportações de pneus da China para os EUA e as taxas recentemente impostas por Washington são um dos temas a debater durante a visita de Barack Obama à China. Fotografia: REUTERS/Stringer

 
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É o valor, em mil milhões de euros, que atinge o crédito incobrável no segmento dos particulares em Portugal
 

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Presidente do BCE descarta iniciativa semelhante ao plano Paulson
Trichet: actual crise é um acontecimento sem precedentes desde a II Guerra Mundial
02.10.2008 - 21h12
Por AFP, PÚBLICO 
Kai Pfaffenbach/Reuters
Trichet pede mais coordenação aos governos europeus
O Presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, afirmou hoje que a actual crise financeira constitui um acontecimento “sem precedentes desde a II Guerra Mundial” e pediu uma maior cooperação dos países europeus para a enfrentar.

“Nada no passado se assemelha ao que assistimos actualmente”, afirmou o líder da entidade central, em entrevista ao canal de notícias France 24, antes de acrescentar: “Os acontecimentos que enfrentamos são provavelmente os mais graves desde a II Guerra Mundial”.

Num discurso próximo do alarmismo, Trichet diz que as economias enfrentam “um fenómeno de grande, grande dimensão” e devem esperar “um período de incerteza absolutamente excepcional”.

Sublinhando que na origem desta crise estão fenómenos que “não deveriam ter acontecido”, como a subida em flecha do crédito malparado nos EUA ou o recurso a instrumentos financeiros duvidosos, o presidente do BCE insistiu na necessidade de “passar em revista todos os elementos do sistema financeiro mundial”, com o objectivo de “proceder a alterações muito profundas”.

Trichet – que vai participar na mini-cimeira convocada pela presidência francesa da UE para debater a crise financeira – disse que os Governo europeus “terão de tomar decisões difíceis e rápidas face às circunstâncias” mas descartou, para já, a adopção de um plano de intervenção pública semelhante ao elaborado pela Administração norte-americana.

“Veremos o que será decidido na reunião de Paris, mas dizer que temos, obrigatoriamente, de imitar o que os americanos fizeram é ingénuo, porque nós não somos os EUA”.

Questionado sobre a forma como a UE deve enfrentar a turbulência, Trichet disse que os Governos devem agir de forma “a que o conjunto dos seus interesses possa ser melhor coordenado”.

Por outro lado, Trichet diz que os riscos de uma subida da inflação foram contidos, “mas não eliminados”, razão pela qual o BCE optou hoje por manter a sua taxa directora nos 4,25 por cento, contrariando os apelos de vários países para uma redução do custo do dinheiro.

Apesar de as taxas interbancárias estarem muito acima deste valor, devido à incerteza que rodeia o mercado, Trichet lembrou que em Inglaterra a taxa directora está nos cinco por cento. “Mas no BCE não somos rígidos e podemos agir a qualquer momento” se tal se justificar, acrescentou.
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"O 'monstro' não se controlou. Pelo contrário, parece totalmente descontrolado"
Helena Garrido, "Jornal de Negócios", 20-11-2009
 

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