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Prazo de exploração aumentou cinco anos, permitindo internacionalização
Grupo Pestana vai gerir Pousadas de Portugal durante 25 anos
25.09.2008 - 14h14
Por Ana Rute Silva
O grupo Pestana vai explorar a rede de Pousadas de Portugal mais cinco anos do que estava inicialmente previsto no contrato de gestão, situação que viabiliza o plano de internacionalização da marca.
Para estender o prazo de 15 para 25 anos a empresa terá de abrir três unidades no estrangeiro (300 quartos) e três ou quatro em território nacional (200 quartos).
“O contrato de gestão inicial era de 15 mais cinco anos se cumpríssemos com o investimento em Portugal. Para além disso, conseguimos mais cinco anos se cumprirmos com os investimentos lá fora”, disse ao PÚBLICO Castelão Costa, presidente do grupo Pestana Pousadas. O aditamento ao contrato de exploração das pousadas, assinado em 2003 na sequência da privatização da Enatur, é formalizado hoje, ao início da tarde, no Ministério da Economia entre o Turismo de Portugal e a empresa.
Actualmente, o Pestana Convento do Carmo Hotel, em Salvador da Baía, Brasil, é a única unidade das Pousadas de Portugal que está fora do país. Marrocos, Goa, Macau, Cabo Verde, Moçambique e Brasil são as novas localizações mais prováveis, mas nada está ainda decidido. O volume de vendas das Pousadas de Portugal cresceu 9,9 por cento em 2007, atingindo os 38,3 milhões de euros.
Para além da internacionalização, o acordo desta tarde prevê a abertura de novas unidades no Convento de Santa Clara, em Vila do Conde, na Fortaleza de Peniche e no antigo Sanatório da Covilhã. O Turismo de Portugal espera obter financiamento para converter os três edifícios através do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) e aponta 2013 como data para a abertura das pousadas. Cada pousada vai custar entre dez e 15 milhões de euros.
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